Conselheiro apelou para que o Governo do Amazonas regularize os pagamentos atrasados, que chamou de “calote institucionalizado’ contra os médicos que atuam na rede pública estadual.

Três conselheiros titulares do Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgaram um vídeo em que criticam o governo do Amazonas e orientam os médicos da rede pública estadual a fazerem greve, em protesto contra a falta de pagamentos pela prestação de serviços em unidades de saúde do Estado.
O vídeo foi gravado pelos conselheiros Francisco Eduardo Cardoso Alves, representante de São Paulo, Raphael Câmara Medeiros Parente, do Rio de Janeiro e Diogo Leite Sampaio do Mato Grosso. Eles classificam como grave a situação enfrentada pelos profissionais e afirmam que há médicos sem receber por serviços prestados desde o ano passado.
Os conselheiros também disseram que não é aceitável que profissionais responsáveis pelo atendimento à população convivam com incertezas em relação aos pagamentos.
Diogo Leite Sampaio disse que o Amazonas enfrenta uma situação peculiar, já que grande parte dos pagamentos aos médicos é feita pelo Governo do Estado. De acordo com ele, há profissionais que aguardam o recebimento de valores há vários meses. E criticou o discurso de que há escassez de médicos na rede estadual enquanto, segundo ele, persistem os atrasos salariais. “Governador, você não paga ninguém e quer colocar a culpa no médico? Por favor, pague os médicos do Amazonas”, falou.
Os conselheiros também manifestaram apoio a uma eventual greve da categoria, desde que respeitadas as normas éticas e a legislação vigente. Segundo Francisco Cardoso, o CFM está disposto a oferecer respaldo jurídico aos profissionais caso decidam organizar uma paralisação para reivindicar seus direitos. Ele afirmou que a greve é um direito constitucional e criticou os atrasos recorrentes nos pagamentos.
Raphael Câmara disse que representa o estado do Rio de Janeiro no CFM, possui o título de cidadão manauara e acompanha de perto a situação da saúde no Amazonas. E apelou para que o Governo do Amazonas regularize os pagamentos atrasados, que chamou de “calote institucionalizado’ contra os médicos que atuam na rede pública estadual.

