Entre as ameaças atribuídas ao grupo está a promessa de metralhar um veículo oficial do tribunal.

A Polícia Civil do Amazonas prendeu, na manhã desta terça-feira (28), Gustavo da Silva Albuquerque, investigado por participação em um esquema de agiotagem e extorsão que tinha como alvo, principalmente, servidores públicos. Contra ele havia três mandados de prisão preventiva em aberto.
A prisão foi realizada por equipes do 1º Distrito Integrado de Polícia (1º DIP), durante diligências em Manaus. Segundo o delegado Cícero Túlio, o investigado também é apontado como um dos alvos das operações conduzidas para desarticular o grupo criminoso.
De acordo com a Polícia Civil, Gustavo se apresentava como “conselheiro” da facção criminosa Comando Vermelho para intimidar vítimas e reforçar as cobranças ilegais. As investigações ainda apontam que ele e outro suspeito, identificado como Bruno Luan, continuaram praticando ameaças e extorsões mesmo após as primeiras ações policiais contra a organização.
O caso também está relacionado à Operação Usura, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que investiga um esquema de empréstimos ilegais com cobrança de juros entre 30% e 70% ao mês. Conforme o Ministério Público, o grupo movimentava valores de até R$ 200 mil e utilizava ameaças para forçar o pagamento das dívidas.
As investigações tiveram origem em outra operação realizada em fevereiro deste ano, quando seis pessoas foram presas por envolvimento em crimes de agiotagem contra servidores do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Entre as ameaças atribuídas ao grupo está a promessa de metralhar um veículo oficial do tribunal.
Além de Gustavo, a Operação Usura já resultou na prisão de um advogado apontado como líder do esquema, de um policial militar investigado e de outro homem detido por desacato durante o cumprimento das medidas judiciais.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros integrantes da organização criminosa e orienta que informações sobre o caso sejam repassadas, de forma anônima, pelos canais oficiais da corporação.

