No mês do ECA, Defensoria Pública do Amazonas orienta famílias sobre riscos de IA, abuso sexual digital e indica locais de atendimento na capital.

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) fez um alerta público sobre o crescimento vertiginoso de crimes digitais contra crianças e adolescentes. O aviso ocorre no mês de celebração do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e ganha novos contornos na capital amazonense com o uso recente de Inteligência Artificial por criminosos para criar conteúdos falsos usados em chantagens, golpes e violência sexual digital.
Qual é o cenário atual dos crimes cibernéticos contra crianças?
Os dados revelam uma crise de segurança no ambiente virtual que afeta diretamente as famílias no Amazonas e em todo o país:
SaferNet Brasil: No primeiro semestre de 2025, o Canal Nacional de Denúncias registrou 49.336 denúncias de abuso e exploração sexual infantil (64% do total de notificações).
Unicef Innocenti: A pesquisa Disrupting Harm in Brazil revelou que 20% das crianças e adolescentes (12 a 17 anos) foram vítimas de abuso ou exploração sexual online no período de um ano.
Além da exploração sexual, o público infantil no estado enfrenta riscos como vício em jogos online, dependência digital e cyberbullying em redes sociais e fóruns de conversa.
Como a Defensoria Pública protege as vítimas no Amazonas?
Segundo a defensora pública da área de Família e Infância, Hélvia Castro, a instituição atua diretamente na retaguarda jurídica das famílias atingidas.

