Pesquisa Genial/Quaest mostra que maioria dos brasileiros vê risco eleitoral no caso, mas eleitorado ainda divide a responsabilidade

Ainvestigação envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo no Senado, já produz reflexos na percepção do eleitorado sobre a disputa presidencial de 2026. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (15) mostra que a maioria dos brasileiros acredita que o caso tem potencial para desgastar a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O levantamento perguntou aos entrevistados se as investigações contra Jaques Wagner impactam negativamente a candidatura de Lula. A maior parte (62%) respondeu que o episódio prejudica a campanha presidencial, seja de forma intensa ou moderada, enquanto uma parcela menor (22%) afirmou que o caso não provoca efeitos eleitorais relevantes.

A sondagem amplia o debate sobre os efeitos políticos do escândalo do Banco Master, que passou a atingir diretamente um dos principais aliados do presidente em meio à preparação para a corrida eleitoral de 2026.
Investigação aproxima escândalo do núcleo político de Lula
Jaques Wagner é investigado pela Polícia Federal por supostos benefícios recebidos em troca de apoio a medidas de interesse do Banco Master no Congresso Nacional. Entre as suspeitas estão pagamentos, vantagens econômicas e a aquisição de um imóvel de alto padrão. O senador nega qualquer irregularidade e não foi indiciado.
A operação ganhou repercussão nacional e internacional por envolver um dos políticos mais próximos de Lula. Wagner integra o círculo de confiança do presidente há décadas e é considerado uma das principais lideranças do PT.
O caso também ganhou dimensão política porque o Banco Master já havia aparecido no centro da disputa presidencial após virem à tona áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), outro pré-candidato ao Palácio do Planalto.
Eleitorado divide responsabilidade pelo caso Jaques Wagner
Apesar de enxergar potencial de desgaste para Lula, a pesquisa mostra que os brasileiros não responsabilizam o presidente de forma unânime pelas investigações.
Quando questionados se o episódio representa uma questão pessoal de Jaques Wagner ou um problema institucional do governo Lula, 43% apontaram que o caso afeta o governo, enquanto 35% consideram que a responsabilidade é exclusivamente do senador. Os demais não souberam responder.

O resultado indica que, embora o escândalo tenha capacidade de contaminar o ambiente eleitoral, parte do eleitorado diferencia a conduta investigada da atuação do governo federal.
Conhecimento do caso
A Genial/Quaest também mediu o nível de conhecimento da população sobre as investigações. Mais da metade dos entrevistados, 54%, afirmou não ter ouvido falar das investigações. Outros 31% disseram estar bem informados sobre o assunto, enquanto 15% afirmaram conhecer o caso apenas superficialmente.

A pesquisa
A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores em todo o país, com margem de erro estimada de 2 pontos percentuais, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.
Os resultados sugerem que investigações envolvendo lideranças próximas aos principais candidatos tendem a permanecer no centro do debate eleitoral nos próximos meses, especialmente quando atingem figuras diretamente ligadas às campanhas presidenciais.

