Investigação apontou que a arma estava regularmente registrada em nome do ex-presidente; segurança foi indiciado por porte ilegal.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concluiu o inquérito sobre a arma apreendida com um integrante da equipe de segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro e decidiu não indiciar o ex-chefe do Executivo. O relatório foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a investigação, a pistola Glock calibre 9 mm estava devidamente registrada em nome de Bolsonaro. A polícia também destacou que não havia restrições que impedissem o ex-presidente de manter o armamento em sua residência, motivo pelo qual não identificou materialidade nem indícios de conduta criminosa atribuída a ele.
Quem foi indiciado no caso?
Apesar de Bolsonaro não ter sido responsabilizado, a Polícia Civil indiciou o sargento Estácio Leite da Silva Filho, integrante da equipe de segurança do ex-presidente.
De acordo com a investigação, o militar foi flagrado transportando a arma registrada em nome de Bolsonaro durante uma blitz em Brasília, sem autorização formal do proprietário e em desacordo com as exigências previstas no Estatuto do Desarmamento.
O que acontece agora?
Com a conclusão do inquérito, o caso segue para análise do Supremo Tribunal Federal. A decisão da Polícia Civil também deve ser considerada nas manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da defesa do ex-presidente sobre os desdobramentos do episódio.

