De acordo com a OMS, já existem registros da doença em áreas urbanas e entre profissionais da saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que surtos de ebola registrados na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda já somam quase 600 casos suspeitos e 139 mortes suspeitas.
Segundo a entidade, 51 casos foram confirmados em duas províncias localizadas no norte da RDC. Em Uganda, duas infecções foram confirmadas na capital Kampala em pessoas que estiveram recentemente no território congolês. Um dos pacientes morreu e o outro foi transferido para a Alemanha para tratamento.
Durante entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (20), o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que há preocupação com a possibilidade de avanço da doença devido ao período em que o vírus circulou antes da identificação oficial do surto.
De acordo com a OMS, já existem registros da doença em áreas urbanas e entre profissionais da saúde. A entidade também destacou que o deslocamento populacional provocado por conflitos na província de Ituri, na RDC, pode contribuir para a disseminação do vírus.

As autoridades sanitárias confirmaram que os surtos são causados pelo vírus Bundibugyo, uma variante do ebola que ainda não possui vacina ou tratamento aprovado.
A OMS informou que equipes foram enviadas aos países afetados para apoiar as autoridades locais com fornecimento de equipamentos, insumos e recursos financeiros.
O alerta internacional começou no início do mês, quando autoridades da República Democrática do Congo identificaram uma doença de alta mortalidade no município de Mongbwalu, na província de Ituri. Exames laboratoriais realizados posteriormente confirmaram a presença do vírus Bundibugyo em parte das amostras analisadas.
Na última sexta-feira (15), o governo congolês declarou oficialmente o 17º surto de ebola no país. No mesmo período, Uganda também confirmou um surto da doença após registrar um caso importado vindo da RDC.
Após consultas com os dois países, a OMS classificou os surtos de ebola causados pelo vírus Bundibugyo como emergência em saúde pública de importância internacional.

