
A aprovação, por unanimidade, das contas de 2024 do ex-secretário Marcellus Campêlo marca o encerramento de sua passagem pelo governo do Amazonas e impulsiona sua entrada no cenário eleitoral. Fora dos cargos que ocupava na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e na Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE) desde o fim de março, ele deve disputar uma vaga de deputado estadual pelo União Brasil, partido no qual é segundo vice-presidente no estado.
A movimentação ocorre em um momento em que Campêlo deixa a estrutura administrativa com um conjunto de ações que passa a ser explorado politicamente. Ao longo de mais de sete anos de gestão, foram contabilizadas 413 obras entre executadas e em andamento, distribuídas entre capital e interior, com impacto direto em todos os 62 municípios do Amazonas.
Os dados divulgados apontam que essas intervenções resultaram na geração de mais de 200 mil empregos diretos e indiretos, além de beneficiar milhares de famílias. Na capital, foram realizadas 299 obras, enquanto outras 114 ocorreram no interior, com atuação em áreas como saneamento, mobilidade, iluminação, saúde e urbanização. “Fico feliz de ver que o trabalho realizado devolveu dignidade a tantas pessoas e fez diferença na vida de quem realmente precisa”, afirmou Campêlo ao comentar o balanço de sua gestão.
Projetos estruturantes e alcance no interior
Entre os principais programas conduzidos durante sua gestão está o Prosamin+, voltado à recuperação de áreas degradadas e à ampliação da infraestrutura urbana. No entorno do Igarapé do Quarenta, as intervenções abrangem cerca de 340 mil metros quadrados, incluindo reassentamento de famílias, implantação de aproximadamente 60 quilômetros de rede de esgoto e construção de moradias.
O projeto também contempla estruturas como a Estação de Tratamento de Esgoto Waldir Brito, considerada uma das maiores da região Norte. As ações integram um conjunto de iniciativas voltadas à melhoria das condições sanitárias e urbanas em áreas historicamente vulneráveis da capital.
No interior, o Programa de Saneamento Integrado (Prosai) ampliou essa estratégia. Em Maués, o sistema implantado elevou a cobertura de esgoto para cerca de 50%, além de expandir em mais de sete vezes a capacidade de abastecimento de água. Já em Parintins, as obras em andamento somam US$ 87,5 milhões em investimentos e incluem requalificação urbana, implantação de equipamentos públicos e reassentamento de 832 famílias. Ainda em Parintins, o programa resultou na implantação de água tratada, substituindo o uso de poços anteriormente associados a problemas de contaminação.
A política habitacional também foi ampliada com o programa Amazonas Meu Lar, lançado em 2023. Segundo os dados apresentados, a iniciativa já beneficiou 31.184 famílias, sendo mais de 21 mil por regularização fundiária e cerca de 9 mil por soluções de moradia, com investimentos superiores a R$ 491 milhões. “Quando a gente fala de moradia, não é só entregar uma casa. É garantir que essa família tenha acesso a água, esgoto, transporte, escola e segurança. É mudança de vida”, declarou o ex-secretário.
Outras frentes incluem o Ilumina+ Amazonas, que instalou mais de 119 mil pontos de iluminação em LED em todos os municípios do interior e em 246 comunidades rurais, ribeirinhas e indígenas. Já o programa Asfalta Amazonas soma mais de 1.025 quilômetros de vias e ramais recuperados, com investimentos que ultrapassam R$ 1 bilhão em 43 municípios. As ações foram desenvolvidas no contexto do modelo administrativo adotado durante a gestão do ex-governador Wilson Lima (União Brasil), ao qual Campêlo esteve diretamente vinculado.

