O valor total do ouro é estimado em R$ 46 milhões

Uma operação da Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) expôs, na noite de quarta-feira (29), um esquema milionário de desvio e comercialização ilegal de ouro com a participação de policiais civis e militares. A ação, realizada no bairro Parque 10 de Novembro, zona Centro-Sul de Manaus, terminou com seis presos, entre eles três agentes da segurança pública.
Após uma denúncia anônima informando que homens armados e encapuzados haviam invadido uma residência na rua Michel Fokine, equipes da Rocam chegaram ao local e encontraram um roubo em andamento. Dentro da casa, quatro pessoas eram mantidas em cárcere privado pelos suspeitos, que seriam os donos do ouro.

Durante a abordagem, os policiais encontraram 77 barras de ouro escondidas dentro do tanque de combustível de um veículo modelo T-Cross branco, além de uma metralhadora, quatro pistolas, munições, coletes balísticos, celulares, algemas e dinheiro vivo. O valor total do ouro é estimado em R$ 46 milhões.
Todos foram conduzidos à Superintendência da Polícia Federal, que assumiu as investigações. O caso corre sob sigilo, e a PF investiga a origem do ouro e possíveis ligações com organizações criminosas ligadas ao garimpo ilegal e à lavagem de dinheiro.
Entre os materiais apreendidos estão:
- 05 armas de fogo (1 carabina, 4 pistolas);
- 132 munições de diversos calibres;
- 02 coletes balísticos;
- 08 celulares;
- 02 veículos (um Tiguan blindado e um T-Cross);
- 01 algema, 01 coldre e R$ 2.150 em espécie, além de US$ 5.
O secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Vinicius Almeida, comentou o caso e destacou a importância da transparência e da atuação correta dos bons profissionais da segurança.

“Os bons prevalecem. A grande maioria dos nossos policiais são rápidos, trabalhadores, que colocam a vida verdadeiramente em risco para nos proteger. Neste caso em específico, além de colocarem a vida em risco, provaram sua honestidade, sua dedicação e seu compromisso com o povo do Amazonas. E quero dizer que nós não concordamos de forma alguma com esse tipo de atitude. Peço ao nosso corregedor que dê celeridade não só a este processo, como a todos os outros, para que possamos entregar, o mais rápido possível, uma resposta eficiente para a sociedade”, afirmou o coronel.
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