
Enquanto a cidade de Manacapuru enfrenta dificuldades estruturais e reclamações por falta de investimento em saúde e educação, a prefeita Valciléia Maciel parece destinar recursos públicos com prioridade bastante questionável: bancar um verdadeiro “bolsa medicina” para o procurador-geral do município, Christian Galvão da Silva, e sustentar, com cargos públicos, todas as mulheres da vida dele.
Apontado por aliados como uma figura técnica “ilibada” e defensor da moralidade, Christian Galvão exibe uma realidade bem distinta dos bastidores. O procurador, além de exercer um cargo de confiança na prefeitura e ser advogado, é estudante de medicina em curso integral. Como concilia as demandas de um curso exigente com as obrigações de um alto cargo jurídico na administração pública? Mistério. Ainda mais curioso é o fato de que Galvão atua como monitor do curso e ainda aparece como garoto-propaganda da própria faculdade, o que levanta suspeitas sobre o uso indevido do tempo de serviço.

Segundo denúncias locais, tanto a ex-companheira quanto a mãe do procurador são consideradas “funcionárias fantasmas”, ou seja, recebem salários sem exercer efetivamente suas funções. O caso de Maria Erivania é ainda mais grave: além de cargo na administração direta, ela consta como sócia-administradora da empresa M E Araújo G Comércio de Produtos Alimentícios LTDA (CNPJ 47.419.467/0001-34), o que levanta suspeitas de conflito de interesses e possível favorecimento em contratos com a prefeitura.
O acúmulo de vínculos, a falta de transparência e o aparente uso da máquina pública para beneficiar familiares e interesses pessoais colocam a gestão de Valciléia Maciel sob grave suspeita de nepotismo, improbidade administrativa e violação aos princípios da moralidade pública.


Com informações Redação

