Empresários e banqueiros participaram de encontro de cerca de três horas com o presidente no Palácio da Alvorada

Empresários e banqueiros que participaram de um jantar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixaram Brasília em jatinhos na noite desta segunda-feira (31). O encontro ocorreu no Palácio da Alvorada e durou aproximadamente três horas.
Entre os convidados registrados na saída pelo Terminal Executivo do Aeroporto Internacional de Brasília estava Joesley Batista, do grupo J&F. Também deixaram a capital federal empresários e banqueiros como Rubens Menin, da MRV Engenharia; Roberto Setúbal, do Itaú Unibanco; e Ricardo Lacerda, da BR Partners.
Empresários deixam capital após encontro
A movimentação no terminal executivo ocorreu por volta das 23h. Segundo o levantamento divulgado pelo Metrópoles, pelo menos cinco jatinhos haviam chegado a Brasília aproximadamente às 19h50 para transportar convidados do jantar.
Os empresários foram abordados na saída, mas, segundo a publicação, não responderam aos questionamentos feitos pela reportagem.
Jantar reuniu governo e setor empresarial
O encontro no Alvorada contou com a presença de integrantes da equipe econômica do governo e representantes do setor empresarial. A reunião aconteceu após Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, ter se reunido anteriormente com empresários em São Paulo.
Durante o jantar, Lula teria feito um balanço das ações do governo e tratado de questões relacionadas à economia. O presidente também negou a existência de atritos com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central.
Equilíbrio fiscal esteve entre os assuntos
De acordo com relatos apresentados pela publicação, empresários fizeram apelos para que o governo apresentasse sinais mais claros de compromisso com o equilíbrio das contas públicas.
Além de Lula, participaram das falas o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, os ministros Dario Durigan, da Fazenda, e Bruno Moretti, do Planejamento, além do vice-presidente Geraldo Alckmin.
Lula também teria afirmado que mantém uma relação de respeito e amizade com Galípolo. Sobre os juros elevados, argumentou que sua influência sobre a política monetária é limitada devido à autonomia do Banco Central, aprovada pelo Congresso.

