
O caso de Emiliane Tamara Nunes Carvalho, de 24 anos, encontrada acorrentada e amordaçada após passar cinco dias desaparecida em Águas Lindas de Goiás (GO), foi classificado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) como um dos episódios de violência mais graves dos últimos anos. A declaração foi feita pelo promotor Luís Gustavo durante a audiência de custódia de Ailton Rodrigues de Souza, ex-companheiro da vítima.
Segundo o promotor, a investigação reúne suspeitas de diferentes crimes, incluindo cárcere privado, ameaça, crimes previstos no Estatuto do Desarmamento e violência sexual. A Justiça manteve Ailton preso preventivamente.
Promotor relata sequência de violências
Durante a audiência, Luís Gustavo afirmou que a gravidade do caso está relacionada não apenas ao período em que a mulher permaneceu presa, mas também às agressões que teriam ocorrido durante o cárcere.
De acordo com o Ministério Público, Emiliane teria ficado aproximadamente cinco dias sob domínio do ex-companheiro, entre 17 e 21 de agosto. Nesse período, segundo o relato apresentado na audiência, ela teria sido amarrada, amordaçada e submetida a agressões físicas e violência sexual.
O promotor também mencionou o uso de substâncias que teriam sido utilizadas para sedar a vítima.
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Mulher desapareceu após sair para consulta
Emiliane desapareceu no dia 17 de agosto, depois de sair de casa para uma consulta médica. Imagens de câmeras de segurança registraram parte do trajeto da jovem após deixar a clínica.
A investigação aponta que, posteriormente, ela teria sido sequestrada pelo ex-companheiro e levada para um local onde permaneceu mantida contra a vontade.
A mulher acabou localizada no dia 21 de agosto por policiais da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) Entorno Oeste.
Vítima foi encontrada acorrentada e amordaçada
No momento do resgate, os policiais encontraram Emiliane presa por correntes e cordas, com o rosto coberto e amordaçada.
No local, as equipes também apreenderam materiais que passaram a integrar a investigação, entre eles correntes, cordas e substâncias com possível efeito sedativo.
A vítima foi retirada do cativeiro e recebeu atendimento após o resgate.


