Nos últimos dias, o tema do fim da escala 6×1 tem sido amplamente debatido nas redes sociais, e não é para menos. Trata-se de um apelo legítimo, vindo diretamente dos trabalhadores que, dia após dia, sentem na pele o impacto de uma rotina que sacrifica a qualidade de vida. Para muitos, esse clamor é um verdadeiro pedido de socorro, uma luta por mais dignidade e um trabalho que não custe a saúde física e mental. De um lado, temos esses trabalhadores que, exaustos, buscam uma mudança. Do outro, micro e pequenos empreendedores que enfrentam incertezas e temem o futuro com a perspectiva de mais mudanças que impactam diretamente seus negócios.
O Brasil, sabemos, é um dos países mais desafiadores para empreender. A alta carga tributária e a fiscalização rigorosa colocam sobre esses empreendedores uma pressão enorme. Muitos deles, que já operam no limite, estão preocupados com o impacto que mudanças no regime de trabalho podem causar – e com razão. Mas há outro ponto importante nessa questão: quem decide o destino de milhões de trabalhadores e empresários é um grupo que custa anualmente aos cofres públicos cerca de R$ 1,33 bilhão. Esse valor exorbitante engloba salários, auxílios, verbas de gabinete e outras regalias que mantêm os 513 deputados federais no poder.
É natural que isso gere uma certa angústia. Afinal, como podemos esperar empatia e soluções reais de representantes que parecem distantes da realidade do trabalhador comum? Estamos falando de um sistema onde o debate político vira um embate constante entre direita e esquerda, um jogo de influências que raramente resulta em soluções concretas. Em vez disso, muitos líderes jogam suas torcidas para se enfrentarem nas redes sociais, desviando o foco dos problemas reais e deixando a pauta urgente das condições de trabalho de lado.
Para as grandes empresas, uma mudança como essa no regime de trabalho dificilmente será uma dor de cabeça. Elas sempre encontram formas de adaptar seus negócios, até porque, em muitos casos, têm uma relação próxima com quem faz as leis e uma influência que lhes permite benefícios. A situação é bem diferente para os pequenos e médios empreendedores, que sustentam grande parte da economia do país e enfrentam a maior carga tributária. São eles que realmente geram empregos e movem o mercado de trabalho, mas são os que mais sentem o peso das mudanças sem uma estrutura de apoio que os ajude a se adaptar.
Essa discussão sobre a escala 6×1 também nos leva a pensar em como o sistema atual impacta a saúde dos trabalhadores. Muitos que operam nesse regime acabam adoecendo, se afastando, e, muitas vezes, ficam sem condições de ter uma vida digna. E há o medo do futuro – o temor de que, caso as condições não melhorem, o que já está ruim possa piorar. Isso se reflete em uma possível onda de empregos informais, com trabalhadores que, por necessidade, aceitam condições insalubres e, muitas vezes, desumanas, quem aqui se recorda de como os venezuelanos tomaram conta dos empregos de maneira informal aqui, justamente por NECESSIDADE, sem beneficios, sem carteira assinada, sem nada, meu grande medo é de o que já esta muito ruim possa piorar, você compreende?
Este é um momento crucial para que os empregadores possam refletire possam ouvir seus funcionários e busquem alternativas para melhorar o ambiente de trabalho. Seja adotando o home office onde for possível, seja promovendo mudanças no regime de trabalho. Para muitos, esse gesto simples pode fazer toda a diferença na vida de quem sustenta os negócios e impulsiona o crescimento do país.
Agora, ter que ver um bando de playboy herdeiro, dando Piscica*sobre esse tema e se posicionando contra cheios de razão, aí ja é demais! pessoas que nunca trabalharam em um regime de 6×1, nunca enfrentaram um transporte público lotado e não têm a mínima ideia do impacto de passar horas no trânsito, opinando sobre essa questão como se fosse uma realidade próxima é, no mínimo, desanimador. É uma situação em que a distância entre quem decide e quem sente as consequências nunca foi tão clara. Aí aqui o que resta é mandar ir tomar bem no meio do olho do c*, e avaliar bem, que essa galera que é tão boazinha na internet, possuem empresas e querem sugar tua alma pra que eles fiquem cada vez mais ricos, mas que se for pra mexer na empresa de papai e mamãe, aiiiinnn não, não pode, são vagabundos… há vá pra pqp… eu sei, eu sei tava tão bem até aqui, mas é que isso me tira da caixinha do equilibrio, respirou, calmou… passou.
Ainda assim, a esperança é que essa discussão mova nossos representantes, aqueles que custam pouco mais de UM BILHÃO de reais e estão pressionados a olharem para o trabalhador e o pequeno empreendedor com mais sensibilidade, ainda que na marra, muito embora, eu já consiga observar que, eles já conseguiram dividir a pauta e jogar uns contra os outros, mas sim, são eles que vão desenrolar esse fio, e são eles por que nos os escolhemos democraticamente para nos respresentar não é mesmo ?
Com, angustia, medo e um fio de esperança,
Lomittas


