E, enfim, a tão aguardada chuva chegou a Manaus! Era para ser um momento de alegria e alívio, mas em várias partes da cidade o que se viu foi caos: ruas alagadas, trânsito paralisado, casas invadidas pela água e… medo. Medo de perder bens, medo de enfrentar prejuízos e até medo do que ainda pode acontecer.
E Agora, a Culpa É de Quem?
Sempre que ocorre uma situação assim, a pergunta que surge é: “De quem é a culpa?” Muita gente corre para culpar a população por jogar lixo nas ruas. “Ah, que povo imundo, que povo seboso.” Mas será que essa visão não é simplista demais, considerando o tamanho do problema que enfrentamos? Alagamentos em avenidas centrais e em áreas onde nem sequer existem igarapés. Será que é justo culpar só o povo?
Lembrando aqui: foram gastos mais de 58 milhões de reais para comprar tampas de bueiro, e, no dia a dia, precisamos desviar dos buracos por onde a água deveria escoar. Quem aqui já teve o amortecedor do carro danificado depois de cair num buraco sem tampa? Quem se lembra do caso de alguém que morreu ao cair num buraco onde deveria haver uma tampa de bueiro e virou estatística? A desculpa da prefeitura? “As tampas foram roubadas.” Mas quantas áreas da cidade sequer receberam essas tampas?
Já pensou em 58 milhões investidos verdadeiramento em infraestrutura para enfrentarmos esses problemas que nos acompanham a anos?
Quando a Prevenção Falha Ano Após Ano
Será que é mesmo impossível se antecipar aos problemas que acontecem TODO ANO? Sabemos que, no período de chuvas, as enchentes virão. Mesmo assim, as mesmas desculpas se repetem. Parece que, para quem governa, o que importa é jogar o problema no colo da população e deixar que o povo se engalfinhe, em vez de focar nas soluções reais. Utilizam-se do que considero o terror da “Democracia”: as torcidas, que se enfrentam como bichos selvagens para defender seu político de estimação.
Para quem mora em áreas de risco, o medo é ainda maior. Toda vez que o céu começa a escurecer, o desespero toma conta, o caos se instala, e as noites se tornam em claro – com lembranças de promessas não cumpridas.
Todo ano, a história se repete. Os alagamentos, os prejuízos, as notícias nos jornais, as imagens compartilhadas… mas depois, nada muda. Para quem perdeu tudo, fica o prejuízo e a única opção que resta: recomeçar.
Depois da Pior Seca, o Desafio da Cheia
Este ano, depois da pior seca já vista e vivida pelo nosso povo, pensamos que a chuva traria um pouco de paz. Mas a realidade é outra: sofremos na seca, sofremos na cheia, no sol, na chuva… E a pergunta que não quer calar é: quem não sofre? Não sofrem aqueles que escolhemos democraticamente para cuidar desses problemas. Irônico, não?
Uma Reflexão Necessária
A grande pergunta é: QUEM não SOFRE? Sim, eles… as pessoas que nós, que SOFREMOS, escolhemos para cuidar da gente. Irônico, não?
Então, pare e pense: de quem é a culpa? Tem culpados? Tem solução?
Mais uma vez, vamos na contramão, e, ao invés de escolhermos um lado, vamos REFLETIR – mas refletir de verdade!
Se você leu até aqui, acredite: você já está na contramão desse mundo que quer que a gente leia menos, pense menos, se informe menos.
Seguimos.
Com amor, Lomittas.


