Documentos revelados pelo Arquivo Nacional reúnem relatos de pilotos, controladores de tráfego aéreo e outros profissionais do setor ao longo do ano

elo menos 18 casos envolvendo Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs) foram relatados no Brasil em 2025 por pilotos, controladores de tráfego e outras pessoas do setor aéreo. A informação consta em documentos da Força Aérea Brasileira (FAB) revelados pelo Arquivo Nacional.
Londrina, no Paraná, concentra o maior número de casos, com pelo menos cinco documentos.
Veja o número de ocorrências registradas em cada estado:
- Paraná: 5
- Ceará: 4
- Minas Gerais: 2
- São Paulo: 2
- Rio de Janeiro: 2
- Alagoas: 1
- Mato Grosso: 1
- Local indefinido: 1
Relatos em Londrina e Guarulhos
Em relato de 23 de novembro de 2025, um operador da torre de controle em Londrina afirma ter visto e filmado os objetos, embora o vídeo não esteja disponível junto aos arquivos. É relatado um objeto de “cor branca” e “redondo”. Segundo o registro, “a operadora informou que observava como se fosse uma aeronave no Controle de Tráfego que sumia e aparecia com frequência e que as luzes se mantinham por poucos minutos”.
Ainda em Londrina, viralizou em julho o caso de um piloto particular que relatou “luzes sobrenaturais” ao Controle de Aproximação.
Já em Guarulhos, em São Paulo, em 1º de setembro de 2025, um comandante da Latam afirmou ter visto “bolas de luzes fortes, quantidade de 2 a 3, luzes brancas, vermelhas, amarelas, com dança com movimentos irregulares”.
Nota da Força Aérea Brasileira
A FAB emitiu nota sobre a divulgação do fenômeno. A Aeronáutica informa que todos os documentos, vídeos, fotografias e relatos disponíveis no âmbito do Comando da Aeronáutica sobre fenômenos aéreos não identificados, no período de 1952 a 2025, já foram transferidos para o Arquivo Nacional, onde são de domínio público.
A nota cita a Portaria do Comando da Aeronáutica nº 551/GC3, de 9 de agosto de 2010, que trata do envio dos relatos de fenômenos aéreos recebidos pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) ao Arquivo Nacional. Segundo a FAB, o Comando da Aeronáutica recebe, registra, cataloga e encaminha as ocorrências para o órgão, onde ficam disponíveis para consulta.

