
O empresário cearense Alessandro Montenegro, conhecido como “Rei do Bolão”, chamou atenção após participar de dois bolões vencedores da Mega-Sena em menos de três meses. Dono de uma lotérica em Fortaleza (CE), Alessandro participou como cotista das duas apostas premiadas. A primeira vitória ocorreu em maio, durante o concurso especial que marcou os 30 anos da Mega-Sena.
Na ocasião, o bolão da lotérica dividiu um prêmio de R$ 168,17 milhões, correspondente à metade dos R$ 336,34 milhões sorteados. A aposta foi dividida em 100 cotas, o que representou mais de R$ 1,6 milhão para cada participante. O segundo prêmio veio em 9 de agosto. O bolão da lotérica acertou sozinho as seis dezenas da Mega-Sena e levou R$ 164,9 milhões.
Bolão de 15 números levou R$ 164,9 milhões
A aposta vencedora do sorteio de agosto foi feita com 15 números e dividida em 100 cotas.
Como Alessandro também possuía uma das cotas, ele participou diretamente do prêmio. Cada participante recebeu mais de R$ 1,6 milhão, antes das condições específicas de pagamento e tributação aplicáveis ao prêmio.
Para o empresário, o resultado está relacionado ao modelo de apostas utilizado pela empresa, que permite aos participantes dividir o custo de jogos com uma quantidade maior de dezenas.
Estratégia usa mais dezenas e divisão em cotas
Alessandro afirma que sua estratégia não depende de superstição, mas de análise de probabilidades e organização dos jogos. Uma aposta simples da Mega-Sena, com seis dezenas, possui uma chance em 50.063.860 de acertar as seis dezenas.Já uma aposta com 15 números cobre uma quantidade muito maior de combinações e, consequentemente, aumenta a probabilidade matemática de acerto. O problema é o custo: uma aposta desse tipo é muito mais cara.
É nesse ponto que entra o bolão.
Ao dividir a aposta em dezenas de cotas, os participantes conseguem ter acesso a jogos mais abrangentes sem precisar assumir individualmente todo o valor da aposta.
“Rei do Bolão” mantém combinações de números
Segundo Alessandro, uma das características de seu método é não modificar constantemente as combinações utilizadas. O empresário afirma que trabalha desde 2019 com determinados conjuntos de números e mantém essas combinações ao longo dos concursos.
A quantidade de dezenas utilizadas, porém, pode aumentar conforme o valor do prêmio acumulado.

