
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro na simulação de segundo turno da eleição presidencial de 2026, segundo a 169ª Pesquisa CNT de Opinião, realizada pelo Instituto MDA para a Confederação Nacional do Transporte (CNT). O levantamento, feito entre 5 e 9 de agosto de 2026, ouviu 2.002 pessoas e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06935/2026, em um cenário de disputa eleitoral marcado pela polarização entre os dois nomes.
Na principal simulação, Lula tem 48,0% das intenções de voto, contra 39,1% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de 8,9 pontos percentuais, arredondada para nove pontos. O cenário inclui ainda 10,6% de votos brancos ou nulos e 2,3% de indecisos, enquanto a margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A vantagem de Lula sobre Flávio diminuiu em relação às rodadas anteriores da pesquisa. Em abril, o presidente aparecia com 45%, contra 40% do senador; em junho, marcava 49%, enquanto Flávio tinha 37%; em agosto, os resultados passaram a 48% e 39,1%, respectivamente.
O levantamento também testou outros quatro cenários de segundo turno, e Lula aparece numericamente à frente em todos eles. Contra Romeu Zema, o presidente registra 49,1%, ante 34,9%; contra Ronaldo Caiado, são 47,9% a 35,9%; diante de Renan Santos, 48,5% a 33%; e, contra Augusto Cury, 48,6% a 32,4%.

Intenção de voto e rejeição
No primeiro turno, a pesquisa estimulada mostra Lula com 42,4% e Flávio Bolsonaro com 28,7%. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado, com 4%; Romeu Zema, com 3,3%; Renan Santos, com 2,8%; Samara Martins, com 1,6%; Augusto Cury, com 1,2%; Rui Costa Pimenta, com 0,9%; e outros candidatos, também com 0,9%. Brancos e nulos somam 6,8%, enquanto 7,2% permanecem indecisos.
Na modalidade espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 35,3%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 22,4%. Jair Bolsonaro registra 2%, Ronaldo Caiado 1,3%, Renan Santos 0,7% e outros candidatos 1%, enquanto 6,5% dizem votar branco ou nulo e 30,7% não sabem ou não responderam.
A rejeição espontânea, com possibilidade de respostas múltiplas, coloca Flávio Bolsonaro em 42,1% e Lula em 39,8%. Ronaldo Caiado aparece com 2,3%, Romeu Zema com 2,2% e Renan Santos com 1,5%; 8,7% afirmam não rejeitar nenhum candidato e 11,5% não sabem ou não responderam.
A pesquisa também mediu o quanto os eleitores consideram definitiva a escolha. No conjunto dos entrevistados, 71,2% afirmam que o voto já está definido, enquanto 28,8% dizem que ainda podem mudar de decisão até a eleição. Entre os dois principais nomes, Lula tem 80% de votos considerados definitivos e Flávio Bolsonaro, 79%.
Outro indicador apresentado pelo levantamento é o potencial de voto, que soma aqueles que afirmam que votariam com certeza em determinado candidato aos que poderiam votar nele. Lula chega a 52,6%, contra 42,1% de Flávio Bolsonaro; a rejeição absoluta é de 46,2% para o presidente e 54,5% para o senador.
Na avaliação do governo federal, 35,3% consideram a administração Lula ótima ou boa, enquanto 36,2% classificam o governo como ruim ou péssimo. Outros 27,3% avaliam a gestão como regular e 1,1% não souberam ou não responderam. Na aprovação pessoal do presidente, 47,3% dizem aprovar Lula e 48,2% desaprovam, com 4,5% de NS/NR.
A pesquisa também perguntou sobre as expectativas para os próximos seis meses. Para 38,4%, o emprego vai melhorar; 39% acreditam que ficará igual e 19,5% esperam piora. Em relação à renda mensal, 31,9% preveem aumento, 52,7% estabilidade e 11,5% redução.
No campo eleitoral, 39,4% dos entrevistados afirmam ter medo da volta de alguém da família Bolsonaro ao governo, enquanto 35,8% dizem temer a continuidade do governo Lula. Outros 15,5% não têm medo em relação ao resultado, 5,5% temem a vitória de outro candidato e 3,8% não sabem ou não responderam.
As redes sociais aparecem como principal meio de informação sobre a eleição para 45,6% dos entrevistados, seguidas pela televisão, com 33,9%. Sites e portais de notícias somam 8,5%, rádio 5,1% e jornais e revistas impressos 3,2%; 3,1% afirmam não se informar sobre política.
O levantamento ainda mostra que 48,2% não pretendem acompanhar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. Outros 33,2% dizem que pretendem acompanhar apenas em alguns dias, enquanto 18,3% afirmam que acompanharão em vários dias.


