Candidato à Presidência afirma que indígenas “não querem ser animais de zoológico” e defende autonomia para agricultura, arrendamento e exploração do subsolo

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou o município de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, durante entrevista ao podcast Market Makers, na quinta-feira (6), para defender a ampliação do acesso à internet em aldeias indígenas e afirmar que os povos originários querem maior integração com a sociedade brasileira.
Ao relembrar ações do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Flávio citou o programa Wi-Fi Brasil e disse que, durante visitas a comunidades indígenas do Alto Rio Negro, uma das principais reivindicações era o acesso à internet.
“No ano do presidente Bolsonaro, com o Wi-Fi Brasil, foram mais de 21.300 pontos de internet gratuitos, em especial em escolas, em aldeias indígenas. Lembra que a gente chegava, ia lá para São Gabriel da Cachoeira, em determinada aldeia indígena, o presidente perguntava: o que vocês querem que o presidente faça aqui? Aí os indígenas, o Wi-Fi, indígena quer Wi-Fi”, disse o candidato.
Na sequência, o senador declarou que os povos indígenas “não querem mais ser um animal de zoológico que o turista paga para ver dançando e fazendo fogo com madeira” e acrescentou que pretende garantir mais autonomia às comunidades indígenas caso seja eleito presidente.
“O indígena tem que ser incluído e vamos caminhar para isso, eu vou garantir a autonomia dos povos indígenas”, destacou.
São Gabriel da Cachoeira no centro do debate
A fala coloca São Gabriel da Cachoeira, município conhecido por ter uma das maiores populações indígenas do país, no centro do debate sobre inclusão digital e direitos dos povos originários. Localizada no extremo noroeste do Amazonas, a cidade tem mais de 90% da população formada por indígenas de diferentes etnias, como tukanos, baniwas e yanomamis.
Segundo Flávio Bolsonaro, a expansão da internet em regiões isoladas seria uma forma de integrar essas comunidades, ampliar o acesso à informação e criar novas oportunidades econômicas e educacionais.

