
O Rio Negro atingiu a marca de 27,15 metros em Manaus nesta terça-feira (4), segundo o monitoramento hidrológico. Em relação ao dia anterior, o nível baixou 4 centímetros, indicando uma desaceleração da vazante.
Apesar da redução no ritmo, a descida do rio continua e mantém o cenário de atenção para comunidades ribeirinhas, navegação e abastecimento em algumas regiões do Amazonas.
Como a vazante de 2026 se compara aos últimos anos?
A estiagem deste ano começou mais cedo e apresentou um comportamento mais intenso ao longo de julho.
No mês passado, o Rio Negro acumulou queda de 1,08 metro, passando de 28,50 metros para 27,42 metros.
Na mesma data de 2025, o rio registrava 28,38 metros, ou seja, 1,23 metro acima do nível observado neste ano.
Já em relação a 2024, o cenário é diferente. Naquele período, o Rio Negro estava em 24,73 metros, 2,42 metros abaixoda cota atual, refletindo uma seca muito mais severa e uma vazante mais acelerada.
Por que a seca continua preocupando?
Mesmo com a desaceleração da vazante nos últimos dias, especialistas mantêm o alerta para o agravamento da estiagem na Amazônia.
Órgãos federais confirmaram a atuação do fenômeno El Niño, com previsão de permanência até o início de 2027. A expectativa é de chuvas abaixo da média, temperaturas mais elevadas e aumento do risco de incêndios florestais em toda a Região Norte.
Na bacia do Rio Negro, a classificação da seca evoluiu de fraca, em junho, para moderada em julho.
Quais os impactos para Manaus e o interior?
A continuidade da vazante pode afetar diretamente o transporte fluvial, o abastecimento de comunidades ribeirinhas e aumentar a incidência de queimadas durante o chamado verão amazônico.
Em Manaus, a combinação entre calor intenso, baixa umidade e redução do nível dos rios também costuma favorecer o aumento da fumaça provocada por incêndios florestais, comprometendo a qualidade do ar.

