No início de julho, ele havia sido preso em flagrante por violência doméstica contra outra ex-companheira.

Um homem identificado como Willame de Lira Lopes é apontado como responsável por um ataque a tiros que matou a própria filha, de 7 anos, e o atual companheiro da ex-mulher, na noite de sexta-feira (31), em Juruti, no oeste do Pará.
De acordo com informações preliminares, Willame teria invadido a residência onde estava a ex-companheira, Frandeilza de Souza dos Santos, e efetuado vários disparos contra as pessoas que estavam no imóvel.
A filha do suspeito, Maria Luz de Sousa Lopes, foi atingida na cabeça. A menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro Municipal de Juruti, mas não resistiu aos ferimentos. O atual companheiro de Frandeilza também foi baleado e morreu no local.
Frandeilza foi atingida por um disparo na cabeça e encaminhada ao Hospital Municipal de Juruti. Segundo as informações divulgadas, ela sobreviveu ao ataque, mas permanece internada em estado grave.
Após os disparos, Willame teria utilizado a própria arma para tirar a própria vida. Equipes da Polícia Militar foram acionadas e estiveram na residência. A Polícia Civil também foi comunicada e iniciou a investigação para esclarecer a dinâmica e a motivação do crime.
Suspeito estava em liberdade provisória
Após o ataque, foi informado que Willame estava em liberdade provisória. No início de julho, ele havia sido preso em flagrante por violência doméstica contra outra ex-companheira.
Na ocasião, a prisão em flagrante chegou a ser convertida em preventiva. Posteriormente, a Justiça concedeu liberdade provisória ao investigado. Ele permaneceu em liberdade até o ataque ocorrido na noite de sexta-feira.
Arma e objetos são apreendidos
Durante os procedimentos realizados na residência, as autoridades apreenderam um revólver calibre .38, três cartuchos deflagrados, quatro estojos de munição utilizados, dois projéteis e duas munições intactas.
Também foram recolhidos três aparelhos celulares e um tablet.
A Polícia Civil apurou ainda que Willame havia trabalhado em uma empresa de segurança privada com atuação no município. A partir dessa informação, os investigadores passaram a verificar a origem da arma utilizada no crime e a possibilidade de que o revólver pertencesse à empresa.
As circunstâncias do ataque, a motivação e a procedência da arma continuam sendo investigadas pela Polícia Civil.

