
A prisão de Paulo da Silva Tavares, acusado de matar a ex-companheira Larissa Araújo, de 28 anos, revelou novos detalhes sobre o crime e a tentativa de fuga do suspeito em Manaus. Paulo foi capturado por agentes da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) escondido em uma quitinete no bairro Morro da Liberdade, Zona Sul da capital.
O imóvel pertence a uma mulher com quem o investigado mantinha um relacionamento casual. De acordo com a polícia, ela sabia da existência do mandado de prisão por feminicídio e tentou dificultar a ação dos policiais para protegê-lo. Por conta do apoio à fuga, a mulher também será indiciada pelas autoridades.
Perseguição, ciúmes e confissão do feminicídio
As investigações da DEHS revelaram que Paulo mantinha o relacionamento paralelo no Morro da Liberdade no mesmo período em que perseguia Larissa e pressionava por uma reconciliação. Testemunhas relataram que, duas semanas antes do assassinato, o suspeito chegou a tentar agredir a ex-companheira publicamente durante uma festa no bairro Colônia Antônio Aleixo, na Zona Leste.
O crime ocorreu no domingo (19). Em depoimento prestado à delegada Marília Campelo, Paulo confessou o assassinato de Larissa. Ele alegou que os dois discutiram e que, ao avistar uma faca próxima, imaginou que a jovem iria atacá-lo. Em seguida, alegou ter usado um lenço para “desmaiá-la”, mas acabou sufocando a vítima até a morte.
Encaminhamento à Justiça
Paulo da Silva Tavares teve a prisão preventiva cumprida e foi encaminhado à sede da DEHS para os procedimentos cabíveis. Ele responderá pelo crime de feminicídio com as qualificadoras de motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, permanecendo à disposição do Poder Judiciário no sistema prisional do Amazonas.

