
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) afirmou, nesta terça-feira (21), que o transporte coletivo de Manaus pode entrar em colapso caso não haja uma solução imediata para um impasse envolvendo o pagamento do subsídio destinado à gratuidade de estudantes da rede estadual. Segundo a entidade, o sistema acumula um déficit de aproximadamente R$ 90 milhões.
Sinetram diz que sistema está “à beira do colapso”
Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira, o presidente do Sinetram afirmou que a situação financeira das empresas de ônibus chegou ao limite e que o sistema corre risco de interromper suas operações caso o impasse não seja resolvido.
Segundo a entidade, as empresas enfrentam dificuldades para manter a operação devido ao atraso no repasse de recursos relacionados ao transporte gratuito de estudantes da rede estadual.
“Hoje, nosso sistema está à beira de entrar em colapso. As empresas estão recorrendo a bancos, renegociando dívidas e já não têm mais de onde tirar recursos”, afirmou o dirigente.
Déficit apontado é de R$ 90 milhões
De acordo com o Sinetram, o sistema acumula um déficit de R$ 90,1 milhões, valor que, segundo a entidade, corresponde aos repasses que deixaram de ser realizados para custear a política de gratuidade dos estudantes.
O sindicato afirma que o convênio firmado entre Governo do Amazonas e Prefeitura de Manaus funcionou normalmente entre 2022 e 2024, mas deixou de ser renovado em 2025 após divergências entre os dois entes públicos.
Impasse envolve gratuidade de estudantes
Segundo o presidente do Sinetram, atualmente cerca de 50 mil estudantes utilizam o benefício da gratuidade, sendo aproximadamente 44 mil da rede estadual e cerca de 5 mil da rede municipal.
A entidade afirma que continua transportando esses alunos, mas diz que não recebeu integralmente os valores que considera devidos para manter o serviço.
Entidade pede acordo entre Estado e Prefeitura
Durante a coletiva, o Sinetram defendeu que Governo do Amazonas e Prefeitura de Manaus encontrem uma solução conjunta para evitar novos prejuízos à população.
Segundo o presidente da entidade, o interesse público deve prevalecer sobre as divergências políticas.
“O correto é sentarem, conversarem, ver o interesse público e acertar isso”, declarou.
Greve continua afetando passageiros
A coletiva ocorreu em meio aos impactos da greve dos rodoviários, que provocou redução da frota e transtornos para milhares de passageiros na capital.
O Sinetram informou que segue aberto ao diálogo com o sindicato dos trabalhadores e aguarda o andamento das negociações e das decisões judiciais envolvendo o caso.

