Motoristas de carga decidiram suspender as atividades em terminais portuários para pressionar o Senado a votar a MP do Frete antes que ela perca a validade.

Lideranças do transporte rodoviário de cargas anunciaram uma paralisação nacional nos portos brasileiros a partir desta segunda-feira (13). A mobilização foi divulgada por Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), conhecido nacionalmente como Chorão.
Segundo ele, a categoria perdeu a paciência após aguardar, sem sucesso, que o Senado pautasse a votação da Medida Provisória nº 1.343. A decisão, segundo Landim, foi tomada em conjunto pelos caminhoneiros e tem como objetivo aumentar a pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Em vídeo publicado nas redes sociais, o dirigente afirmou que a orientação é para que os profissionais não iniciem viagens enquanto aguardam uma definição do Congresso.
O que está em jogo na MP do Frete?
Editada pelo governo federal em março, a Medida Provisória nº 1.343 altera pontos relacionados ao piso mínimo do frete e contempla outras reivindicações apresentadas pelo setor de transporte rodoviário.
O problema é o prazo. Se o texto não for aprovado pelo Senado até quinta-feira (16), perderá automaticamente a validade, fazendo com que todas as mudanças previstas deixem de produzir efeitos.
A expectativa é que a proposta seja analisada pelos senadores na terça-feira (14), mas a categoria afirma que manterá a mobilização até que haja uma confirmação oficial da votação.
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O movimento pode afetar o transporte de mercadorias?
Embora a paralisação esteja concentrada nos portos, a medida pode provocar reflexos na logística nacional caso haja ampla adesão dos caminhoneiros. A interrupção do fluxo de cargas nesses locais tende a impactar a distribuição de produtos e insumos em diferentes regiões do país.
Impacto para o Amazonas
No Amazonas, uma eventual redução na movimentação de cargas pode atingir o abastecimento e a cadeia logística ligada ao Polo Industrial de Manaus, que depende do transporte rodoviário e portuário para o escoamento de mercadorias e recebimento de insumos. O alcance dos impactos dependerá da duração da paralisação e da adesão registrada nos principais portos brasileiros.

