
O jovem Wilderson dos Santos da Silva, de 18 anos, morreu afogado na sexta-feira (10) após tentar liberar um barco que havia ficado preso em um banco de canarana, vegetação aquática comum nos rios da Amazônia. O acidente ocorreu na zona rural de Manacapuru, município localizado na Região Metropolitana de Manaus.
Segundo informações da comunidade, o rapaz mergulhou para empurrar a embarcação, mas acabou sendo surpreendido pela força da correnteza e desapareceu nas águas. Assim que Wilderson desapareceu, moradores da comunidade iniciaram uma força-tarefa para localizá-lo. As buscas se concentraram na região de ilhas próxima ao local do acidente.
O corpo do jovem foi encontrado e retirado da água no início da noite de sexta-feira, encerrando as buscas.
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O que é a canarana
A canarana é uma vegetação aquática muito comum nos rios da Amazônia. Durante os períodos de cheia e vazante, grandes blocos dessa vegetação podem se acumular e dificultar a navegação, fazendo com que pequenas embarcações fiquem presas.
Além do risco de encalhe, esses locais podem esconder correntes fortes, galhadas submersas e mudanças bruscas na profundidade do rio, aumentando o perigo para quem entra na água.
Como a família reagiu à tragédia
A morte de Wilderson provocou forte comoção entre familiares e moradores da comunidade. Segundo relatos, os pais do jovem passaram mal ao receberem a confirmação do óbito.
Eles sofreram um choque emocional, precisaram ser imobilizados e foram encaminhados para atendimento no Hospital Geral de Manacapuru.
Quais cuidados devem ser tomados em situações semelhantes
Especialistas orientam que embarcações presas em áreas de vegetação aquática sejam retiradas com o uso de equipamentos adequados e, sempre que possível, com apoio de outras pessoas.
Acidentes envolvendo correntezas são frequentes nos rios amazônicos, especialmente em áreas de vegetação flutuante como a canarana. Durante este período do ano, a força da água e a presença de obstáculos submersos tornam operações simples, como retirar uma embarcação encalhada, extremamente perigosas. Especialistas reforçam que a prevenção e o uso de equipamentos de segurança podem evitar novas tragédias nas comunidades ribeirinhas

