
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) converteu uma investigação preliminar em inquérito civil para apurar uma possível omissão e falhas no monitoramento nutricional e assistencial de crianças indígenas Yanomami.
A investigação concentra-se no município de Santa Isabel do Rio Negro, no interior do Amazonas.
A apuração é conduzida pela promotora de Justiça Taize Moraes Siqueira e analisa casos de desnutrição proteico-calórica grave registrados entre 2025 e 2026.
O que aconteceu com as crianças Yanomami?
Relatórios do Hospital Irmã Edwiges Maria Sikorska (HIEMS) apontam que crianças indígenas foram internadas com quadros graves de desnutrição.
Alguns pacientes também apresentaram complicações respiratórias, incluindo pneumonia e bronquiolite.
Por causa das limitações na estrutura da unidade hospitalar de Santa Isabel do Rio Negro, parte das crianças precisou ser transferida para Manaus.
Os deslocamentos ocorreram para que os pacientes recebessem atendimento médico especializado na capital amazonense.
Crianças podem ficar sem acompanhamento após voltar às aldeias?
Essa é uma das principais suspeitas investigadas pelo Ministério Público.
O MPAM apura se, após receberem alta hospitalar e retornarem às comunidades indígenas, as crianças deixam de receber acompanhamento adequado de equipes multiprofissionais de saúde.
A ausência de monitoramento nutricional pode fazer com que os pacientes retornem a situações de vulnerabilidade alimentar.

