
Os rodoviários de Manaus confirmaram que poderão cruzar os braços na próxima terça ou quarta-feira, caso os salários não sejam pagos dentro do prazo. A decisão foi aprovada por unanimidade durante assembleia da categoria e foi reforçada em entrevista exclusiva concedida ao AM POST pelo presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancie Oliveira.
Segundo o dirigente, a paralisação será por tempo indeterminado caso não haja uma solução para os constantes atrasos salariais enfrentados pelos trabalhadores.
Sindicato diz que ação está parada na Justiça há quase dois anos
Durante a entrevista, Givancie Oliveira afirmou que o sindicato ingressou com uma ação trabalhista para garantir o pagamento dos salários em dia, mas alega que o processo permanece sem decisão há quase dois anos.
“O sindicato ingressou com ação na Justiça que, há quase dois anos, está na 13ª Vara do Trabalho. Infelizmente, o processo continua sem uma decisão que garanta o pagamento da categoria em dia”, declarou.
Categoria cobra empresas e critica subsídios ao transporte
O presidente do sindicato também criticou as empresas do transporte coletivo e afirmou que, mesmo recebendo recursos públicos por meio de subsídios, os salários continuam sendo pagos com atraso.
Segundo ele, a greve busca garantir o direito básico dos trabalhadores de receber pelos serviços prestados.
“Constantemente as empresas recebem bilhões do Estado e da Prefeitura em subsídios e não pagam os trabalhadores em dia”, afirmou.
Greve pode começar no quinto dia útil
De acordo com Givancie Oliveira, a categoria pretende iniciar a paralisação no próximo quinto dia útil, previsto para ocorrer entre terça e quarta-feira da próxima semana.
Ele afirmou que o objetivo é avisar previamente a população para evitar que os usuários sejam pegos de surpresa.
“Peço perdão à sociedade de Manaus, mas infelizmente a categoria não tem outra escolha a não ser radicalizar e ir para uma greve geral”, disse.
Sindicato responsabiliza empresas e cobra atuação do poder público
Durante a entrevista, o presidente do sindicato também fez um apelo para que Prefeitura de Manaus, Governo do Amazonas e Tribunal Regional do Trabalho atuem para solucionar o impasse antes da paralisação.
Segundo ele, a categoria não reivindica novos benefícios, mas apenas o cumprimento do pagamento dos salários dentro do prazo legal.
Até a publicação desta reportagem, as empresas responsáveis pelo transporte coletivo e os órgãos citados pelo sindicato não haviam se manifestado sobre as declarações.

