O suspeito criava e administrava páginas que divulgavam acusações falsas envolvendo supostas traições, infidelidades, prostituição

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) prendeu Lucas José dos Santos, de 23 anos, suspeito de administrar perfis de fofocas utilizados para extorquir moradores por meio de publicações falsas nas redes sociais. A prisão foi realizada na última sexta-feira (29), durante a Operação Fidelidade Hackeada, em Piracicaba, no interior de São Paulo.
Segundo as investigações, o suspeito criava e administrava páginas que divulgavam acusações falsas envolvendo supostas traições, infidelidades, prostituição e outros conteúdos ofensivos à honra das vítimas. Após as postagens, ele entrava em contato exigindo dinheiro para remover as publicações ou impedir novas divulgações, causando medo e constrangimento entre os moradores.
A investigação foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Uruaçu, em Goiás, com apoio da Polícia Civil de São Paulo. Durante o trabalho policial, os agentes identificaram o responsável pelos perfis e obtiveram autorização judicial para cumprir o mandado de prisão.
Entre as provas reunidas está uma conversa em que o investigado negociava o pagamento de R$ 70 para publicar informações sobre uma pessoa. Um dos perfis atribuídos a ele, identificado como Fofocas_uruaçu, utilizava a descrição “essa conta e o intuito de trazer informações”. Apesar de a página permanecer ativa, todas as publicações foram removidas.
De acordo com a Polícia Civil, Lucas José dos Santos já possui 22 registros policiais relacionados a crimes semelhantes, investigados nos estados de Goiás, Maranhão, Tocantins, Rio Grande do Norte, Piauí e Mato Grosso.
O suspeito permanece à disposição da Justiça, enquanto a polícia dá continuidade às investigações para identificar novas vítimas, apurar a extensão do esquema e verificar a participação de outras pessoas nos crimes.
A Polícia Civil orienta que vítimas de extorsão praticada por meio de redes sociais não efetuem qualquer pagamento. A recomendação é preservar prints das conversas e das publicações, registrar boletim de ocorrência e comunicar imediatamente a plataforma utilizada, facilitando a responsabilização dos envolvidos.

