Gestor afirma que acompanhará pessoalmente intervenções da concessionária e cobra respeito à população após recorrentes problemas no asfalto da capital.

O prefeito de Manaus, Renato Júnior (Avante), anunciou nesta quinta-feira (25) que a Prefeitura vai ampliar a fiscalização sobre as obras executadas pela concessionária Águas de Manaus em diversos bairros da capital. Segundo ele, a empresa tem sido autuada por falhas na recomposição do pavimento após intervenções na rede de abastecimento e poderá sofrer novas penalidades caso os problemas persistam.
Durante declaração à imprensa, o prefeito afirmou que pretende acompanhar pessoalmente parte das fiscalizações e cobrou uma mudança de postura da concessionária em relação aos serviços prestados à população.
“Lamentavelmente, as Águas de Manaus não têm respeitado Manaus há muitos anos. Já foi autuada, não respeitava, agora ela está sendo autuada intensificadamente. Estou trabalhando com toda a equipe de engenheiros, com toda a equipe de advogados, com a PGM, com a Ageman, com tudo, com os órgãos que podem fiscalizar, autuar, impor também. Essa concessionária precisa respeitar o povo de Manaus, precisa respeitar Manaus. Ela não pode chegar aqui e fazer as brincadeiras por um desmando.“
Quais são as reclamações contra a concessionária?
As críticas da Prefeitura estão relacionadas principalmente à qualidade da recuperação do asfalto após obras de manutenção da rede de água e esgoto.
Em diferentes regiões da cidade, moradores frequentemente relatam buracos, afundamentos do pavimento, remendos considerados inadequados e intervenções que permanecem abertas por longos períodos, comprometendo a mobilidade urbana e aumentando o risco de acidentes.
Segundo Renato Júnior, além das autuações já aplicadas, a administração municipal estuda novas medidas para exigir que os serviços sejam executados dentro dos padrões estabelecidos.
O que o prefeito disse sobre as obras?
Durante o pronunciamento, Renato Júnior afirmou que a concessionária tem desrespeitado inclusive determinações de embargo impostas pelos órgãos municipais.
“É uma empresa mal administrada na cidade de Manaus, tem aí a Aegea, que é uma empresa muito grande no Brasil, mas lamentavelmente em Manaus é uma empresa que não respeita ninguém, é uma concessão que não respeita ninguém, não respeita nem quando a gente embarga. A gente embarga as obras, no outro dia eles estão lá dentro da obra. Eu não aceitarei, eu vou pessoalmente fiscalizar obra por obra e eles vão ter que refazer tudo aquilo que eles deixaram mal feito para trás, eles vão ter que refazer ou serão multados.“
A declaração reforça o posicionamento da gestão municipal de ampliar o rigor sobre o cumprimento das normas durante as intervenções realizadas nas vias públicas.
O objetivo, segundo a Prefeitura, é reduzir os transtornos enfrentados diariamente por motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.
Qual é o impacto das obras na rotina da cidade?
Manaus convive há anos com reclamações relacionadas às intervenções realizadas em vias públicas para manutenção das redes de água e esgoto. Em diversos bairros, moradores relatam que, após o fechamento das valas, o asfalto apresenta rachaduras, afundamentos ou desníveis que comprometem a segurança no trânsito.
Além do desgaste da pavimentação, obras prolongadas também podem provocar congestionamentos, alterações no tráfego e dificuldades de acesso para moradores e comerciantes.

