Com o término dos 90 dias de prisão domiciliar previsto para quarta-feira (24), a continuidade da medida concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro passou a ser debatida no STF.

A manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou a ser alvo de questionamentos no Supremo Tribunal Federal (STF) às vésperas do término do prazo inicial de 90 dias da medida, previsto para a próxima quarta-feira (24), segundo informações da CNN Brasil.
De acordo com reportagem da jornalista Fernanda Fonseca, a apreensão de uma arma registrada em nome de Bolsonaro levou integrantes da Corte a reavaliarem a possibilidade de prorrogação do benefício concedido em março deste ano.
A prisão domiciliar de caráter humanitário foi autorizada após o ex-presidente receber alta de uma internação para tratamento de broncopneumonia. Até recentemente, a renovação da medida era considerada viável, já que não havia registro de violações relevantes às condições impostas pelo Supremo.
O cenário, entretanto, mudou com os recentes desdobramentos do caso. O principal deles foi a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 milímetros registrada em nome de Bolsonaro. A arma estava com um militar responsável pela segurança do ex-presidente, que alegou durante a abordagem que o armamento estava sendo transportado para manutenção.
Na última sexta-feira (19), o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no STF, autorizou a Polícia Civil do Distrito Federal a tomar o depoimento de Bolsonaro sobre a apreensão da pistola.
Segundo a CNN Brasil, a defesa do ex-presidente confirmou ao STF que a arma está registrada em seu nome, mas afirmou que ela havia sido entregue a um integrante da equipe de segurança para reparo devido a um problema de funcionamento.
A oitiva foi marcada para a próxima terça-feira (23), às 15h, e poderá influenciar a análise sobre a continuidade da prisão domiciliar.

