O alvo coletivo da operação foram cinco estabelecimentos comerciais diferentes

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) divulgou novos detalhes sobre a Operação Receptáculo, ação que visa romper a cadeia financeira que alimenta os assaltos de rua em Manaus. A investigação mirou lojas no Centro da capital que compravam joias roubadas para derretê-las, resultando na prisão em flagrante de um comerciante de 35 anos e na apreensão de grande quantidade de ouro sem procedência legal.
Os trabalhos investigativos tiveram início em janeiro de 2026, após o 24º DIP identificar um aumento expressivo nos registros de furtos e roubos de joias nas áreas comerciais de Manaus.
Ao rastrear o destino dos bens subtraídos, os policiais descobriram um fluxo fixo e rápido de escoamento. Os criminosos de rua repassavam o material para estabelecimentos específicos, que utilizavam fachadas comerciais legítimas para dar aparência de legalidade ao produto do crime.
O alvo coletivo da operação foram cinco estabelecimentos comerciais diferentes, todos localizados de forma concentrada dentro do tradicional Shopping das Joias, situado no Centro de Manaus.
Segundo a polícia, o foco dos lojistas suspeitos era a descaracterização rápida do material. Logo após os assaltos, os receptadores realizavam a fusão do ouro, derretendo anéis, pulseiras e cordões. O processo eliminava marcas, gravações de nomes e designs originais, tornando impossível o reconhecimento das joias por parte das vítimas.
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Apreensões, perícia e prisão em flagrante
Durante o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão, os agentes retiveram um volume expressivo de ouro e joias variadas. Nenhum dos comerciantes fiscalizados apresentou notas fiscais ou registros que comprovassem a procedência legal das peças.

Todo o material foi lacrado e encaminhado para o setor de perícia técnico-científica, que vai analisar o teor de pureza do metal e tentar cruzar dados com boletins de ocorrência.
Na mesma ação, um comerciante de 35 anos foi preso em flagrante. Além de responder pela receptação qualificada, ele mantinha uma arma de fogo de uso restrito escondida no local de trabalho. O homem foi autuado e encaminhado para audiência de custódia.
A Operação Receptáculo entra agora em sua segunda fase. Com base em livros de contabilidade e mídias digitais apreendidas nos estabelecimentos, os investigadores do 24º DIP trabalham para identificar e prender os assaltantes de rua que forneciam o material roubado diretamente aos lojistas do Centro.

