
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) abriu uma investigação para apurar reclamações de moradores de Manaus que afirmam ter recebido contas de água com aumentos considerados fora do padrão. A apuração foi iniciada após o surgimento de diversos processos judiciais com relatos semelhantes envolvendo cobranças registradas entre setembro e dezembro de 2025.
Segundo informações encaminhadas pelo 18º Juizado Especial Cível de Manaus, muitas ações apresentavam o mesmo tipo de queixa: consumidores afirmavam que o consumo cobrado pela concessionária Águas de Manaus era muito maior do que o registrado normalmente em suas residências.
Em resposta preliminar ao Ministério Público, a empresa informou que os aumentos poderiam estar relacionados a vazamentos internos nos imóveis, mudanças nos hábitos dos moradores ou fatores sazonais. No entanto, o MP entendeu que ainda são necessários mais dados para confirmar se essas explicações são suficientes para justificar o grande número de reclamações.

O que o Ministério Público quer descobrir
Para aprofundar a investigação, o MPAM solicitou à Águas de Manaus e à Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (AGEMAN) uma série de informações sobre o serviço prestado entre janeiro de 2024 e maio de 2026.
Entre os dados pedidos estão os registros de reclamações por alto consumo, os casos em que a empresa refez cobranças após contestação dos clientes, além de informações sobre testes e substituições de hidrômetros realizados no período. O objetivo é verificar se existe algum padrão que explique os aumentos relatados pelos consumidores.
O Ministério Público também quer identificar quais bairros ou regiões da cidade concentram mais reclamações. Com essas informações, o órgão pretende entender se o problema está ligado a áreas específicas, aos equipamentos de medição ou a outros fatores relacionados ao sistema de cobrança da concessionária.

