
Empresários do ramo de segurança privada em Manaus voltaram a direcionar acusações contra o ex-assessor parlamentar Ângelo André, apontado anteriormente em investigações relacionadas à Operação Face Oculta. Segundo relatos, ele estaria atuando para influenciar contratos do setor, gerando preocupação entre empresas que atuam no mercado.
De acordo com as denúncias obtidas , empresários afirmam que Ângelo André teria realizado abordagens consideradas intimidatórias com o objetivo de interferir em acordos comerciais já firmados. A alegação é de que haveria tentativas de direcionar contratos para outra empresa do segmento, supostamente vinculada aos seus interesses.
Empresários relatam supostas pressões
Conforme os relatos, o representantes do setor afirmam que clientes e empresas teriam sido alvo de pressões para encerrar contratos vigentes e migrar para outros prestadores de serviço. Os denunciantes alegam que a situação estaria provocando insegurança entre empresários e afetando a livre concorrência no mercado de segurança privada da capital amazonense. Alguns relatam receio de sofrer prejuízos comerciais caso não atendam às exigências apresentadas.
Nome já apareceu em investigação do MPAM
As novas denúncias surgem após o nome de Ângelo André ter sido mencionado durante as investigações da Operação Face Oculta, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Amazonas (MPAM).

A operação teve como foco principal a apuração de um suposto esquema de rachadinha no gabinete do vereador Rosinaldo Bual, da Câmara Municipal de Manaus (CMM). Durante a investigação, os promotores identificaram movimentações consideradas suspeitas e uma elevada rotatividade de servidores vinculados ao gabinete. Embora não figurasse como alvo principal da operação, Ângelo André apareceu entre os nomes ligados ao núcleo investigado e teve sua atuação analisada durante as diligências realizadas pelos órgãos de controle.

