Projeto em tramitação na Aleam reconhece como patrimônio material e imaterial a estrutura, a doutrina e os símbolos do Centro de Instrução de Guerra na Selva

O Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), uma das instituições militares mais reconhecidas do Brasil e referência internacional em operações na floresta, poderá ser declarado Patrimônio Cultural de Natureza Material e Imaterial do Estado do Amazonas. A proposta é de autoria do deputado estadual Comandante Dan (Republicanos) e está em tramitação na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Pelo projeto de lei, o reconhecimento alcança não apenas as instalações físicas do CIGS, sediado em Manaus, mas também o conjunto de conhecimentos, tradições e símbolos que marcaram a história da instituição ao longo de décadas. A iniciativa prevê ainda que o Poder Executivo possa inscrever o centro nos Livros de Tombo estaduais, instrumento utilizado para a preservação do patrimônio histórico e cultural amazonense.
Entre os bens classificados como patrimônio material estão o conjunto arquitetônico da sede do CIGS, o Campo de Instrução General Sampaio Maia e o acervo do zoológico mantido pela instituição, um dos espaços mais visitados por turistas e moradores da capital.
Já o reconhecimento como patrimônio imaterial abrange a doutrina, as técnicas e as táticas de guerra na selva desenvolvidas pelo centro, os tradicionais Cursos de Operações na Selva, além de símbolos históricos como a onça-pintada e o Facão do Guerreiro de Selva. O projeto também inclui a chamada “mística” da formação dos combatentes de selva, considerada um dos pilares da identidade da instituição.

