
A tragédia que matou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, após falha durante a prática de rope jump (ou rope jumping) no interior de São Paulo reacendeu o debate sobre os riscos da modalidade. O episódio também traz à tona um detalhe marcante da história do esporte: seu criador, Dan Osman, morreu durante um salto em 1998.
O que aconteceu
Quem foi Dan Osman? Nascido em 1963, Dan Osman construiu fama inicialmente como escalador e praticante de free solo, modalidade em que o atleta sobe paredões sem cordas de proteção. Fora das montanhas, trabalhava como carpinteiro.
Como ele criou o rope jump
A criação do rope jump nasceu justamente da experiência de Osman como escalador. Após anos sofrendo quedas controladas durante tentativas de escalada, ele passou a se interessar cada vez mais pela sensação da queda em si. Segundo o American Alpine Institute, o norte-americano percebeu que a descarga de adrenalina daquele momento era tão intensa quanto a conquista de uma escalada.
A partir daí, começou a desenvolver sistemas cada vez mais sofisticados de ancoragem. Passou a utilizar cordas dinâmicas de escalada, capazes de suportar quedas muito maiores do que as normalmente vistas no esporte.
O resultado foi uma modalidade que lembra o bungee jump, mas funciona de maneira diferente. Em vez de utilizar cordas elásticas que fazem o praticante subir e descer repetidamente, o rope jump emprega cordas de baixa elasticidade. Após a queda livre, o atleta é lançado em um grande movimento pendular, semelhante a um balanço gigante.
Com o passar dos anos, Osman ampliou seus sistemas e passou a realizar saltos de centenas de metros de altura. Em algumas ocasiões, superou a marca de mil pés de queda, equivalente a mais de 300 metros

