Até o momento, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) não havia se pronunciado

Uma cena registrada antes da partida entre Alemanha e Curaçao, válida pela primeira rodada da Copa do Mundo, provocou repercussão nas redes sociais e levantou questionamentos sobre a conduta de um integrante da equipe de arbitragem.
Durante a apresentação oficial dos árbitros, o australiano Shaun Evans, supervisor do sistema de árbitro de vídeo (VAR), apareceu fazendo com a mão direita o gesto popularmente conhecido como sinal de “OK”. A imagem rapidamente passou a circular na internet, onde usuários associaram o movimento a um símbolo utilizado por grupos extremistas.
A repercussão ocorreu porque o gesto passou a ser relacionado, nos últimos anos, a manifestações de supremacismo branco em determinados contextos. A interpretação surgiu após campanhas realizadas em fóruns da internet e, posteriormente, foi adotada por integrantes de grupos de extrema direita nos Estados Unidos.
Segundo a Liga Antidifamação (ADL), organização norte-americana que monitora discursos e símbolos de ódio, o sinal pode ser utilizado como uma referência ao conceito de “poder branco” por grupos extremistas. Ainda assim, a entidade ressalta que o gesto continua sendo amplamente empregado em seu significado tradicional, indicando aprovação ou concordância.
Por esse motivo, especialistas alertam que a análise do contexto é fundamental antes de atribuir qualquer intenção a quem realiza o sinal. A própria ADL afirma que o uso do gesto não deve ser automaticamente interpretado como manifestação de apoio a ideologias extremistas.
Até o momento, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) não havia se pronunciado sobre a repercussão envolvendo o episódio registrado antes da partida


