Senador reagiu à decisão do bloco europeu de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal.

O senador Flávio Bolsonaro se manifestou neste domingo (7) sobre a decisão da União Europeia de excluir o Brasil da lista de países habilitados a exportar determinados produtos de origem animal para os países membros do bloco.
Por meio de uma publicação na rede social X, o parlamentar classificou a medida como mais um problema enfrentado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que o setor agropecuário brasileiro voltará a ser valorizado caso a direita retorne ao comando do país.
União Europeia aponta exigências sanitárias
A decisão foi oficializada pela Comissão Europeia na última sexta-feira (5) e está relacionada ao cumprimento de regras sanitárias referentes ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal.
Segundo o bloco europeu, o Brasil não apresentou todas as informações necessárias para comprovar que seu sistema de produção atende integralmente às exigências adotadas pela União Europeia.
Exportações serão afetadas a partir de setembro
Com a nova medida, o Brasil ficará impedido de exportar para os países europeus, a partir de 3 de setembro, produtos como carne bovina, carne de frango, pescado, carne equina, mel e tripas utilizadas pela indústria alimentícia.
A restrição atinge exclusivamente o Brasil entre os países do Mercosul. Argentina, Paraguai e Uruguai permanecem autorizados a comercializar esses produtos com o mercado europeu.
Setor calcula impacto bilionário
Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária apontam que o mercado europeu importou cerca de 368,1 mil toneladas desses produtos brasileiros em 2025.
As exportações movimentaram aproximadamente US$ 1,8 bilhão, valor equivalente a cerca de R$ 9,3 bilhões. Representantes do setor avaliam que o prejuízo pode alcançar esse montante anualmente caso a restrição seja mantida.
Debate deve ganhar espaço na corrida eleitoral
A manifestação de Flávio Bolsonaro ocorre em meio às discussões sobre os impactos econômicos da decisão europeia e também reforça o debate político em torno do agronegócio e das relações comerciais internacionais.
O tema deve permanecer em evidência nos próximos meses, especialmente diante das negociações diplomáticas e dos reflexos da medida sobre um dos setores mais relevantes da economia brasileira.

