Ex-presidente se encontra no 35º dia após cirurgia no ombro direito e permanece em prisão domiciliar por motivos de saúde, segundo boletim médico

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de 71 anos, apresentou uma recorrência acima da média dos episódios de soluços nos últimos sete dias e segue em acompanhamento médico domiciliar, segundo relatório semanal divulgado nesta quinta-feira (5).
O boletim informa que Bolsonaro está no 35º dia de recuperação após uma cirurgia no ombro direito realizada no início de maio para reparar lesões em tendões da articulação. O procedimento ocorreu após exames apontarem limitações importantes de movimento e dores persistentes na região. O tempo estimado de recuperação é de seis a nove meses.
De acordo com os médicos, os episódios de soluços continuam sendo uma das principais queixas de Bolsonaro. Para controlar o quadro, foram mantidas doses elevadas de medicamentos específicos e uma dieta rigorosa com baixo teor de acidez.
As crises de soluços se tornaram frequentes nos últimos meses e têm sido associadas por seus médicos a problemas gastrointestinais, como refluxo gastroesofágico. Em dezembro do ano passado, Bolsonaro chegou a ser submetido a um bloqueio do nervo frênico — responsável pelo controle do diafragma — na tentativa de reduzir os episódios persistentes.
Do ponto de vista cardiológico, Bolsonaro permanece estável. O relatório aponta apenas queixas de cansaço leve, fadiga durante esforços moderados e desconforto ao realizar movimentos de flexão e abdução do ombro operado.
A pressão arterial segue controlada, embora Bolsonaro siga apresentando instabilidade crônica do equilíbrio corporal, o que exige medidas preventivas para reduzir o risco de quedas. O documento também registra uma alteração residual na base do pulmão esquerdo, sem mudanças em relação às avaliações anteriores.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde março deste ano, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi concedida em razão de seu estado de saúde, após uma internação para tratamento de broncopneumonia bacteriana. Inicialmente, o benefício foi autorizado por 90 dias, com previsão de reavaliação ao término do período.
Após receber alta hospitalar da cirurgia no ombro, em maio, o ex-presidente retornou à residência onde cumpre a prisão domiciliar e segue realizando acompanhamento médico periódico.

