
Um empresário de Iporã, no noroeste do Paraná, teve a caminhonete apreendida por determinação judicial mesmo afirmando que o veículo foi comprado à vista e está totalmente quitado. O caso levanta suspeitas de fraude envolvendo um suposto financiamento registrado em nome de terceiros.
Segundo Jocélio Polis, conhecido como Tatinho Polis, a situação só veio à tona quando ele tentou vender a caminhonete, avaliada em quase R$ 400 mil. Durante a negociação, foi informado sobre a existência de um registro de alienação fiduciária vinculado ao veículo — mecanismo utilizado em financiamentos para garantir o pagamento da dívida.
ordem de busca e apreensão por falta de pagamento da dívida. A caminhonete foi recolhida.
Documentos obtidos pela defesa indicam que o financiamento teria sido realizado por meio de uma revenda localizada no Rio Grande do Sul. A compradora e o vendedor identificados nos registros não foram localizados pela equipe de reportagem.
Enquanto aguarda uma definição da Justiça, o empresário afirma que o principal prejuízo não é apenas financeiro, mas a insegurança causada pela situação.
Alienação fiduciária é uma modalidade de garantia utilizada em financiamentos. Nela, o bem permanece em posse do comprador, mas fica vinculado ao credor até que a dívida seja totalmente quitada. Caso haja inadimplência, o credor pode solicitar judicialmente a busca e apreensão do bem.

