
A decisão do Departamento de Estado dos Estados Unidos de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas motivou um posicionamento do ex-governador do Amazonas, Wilson Lima.
O pré-candidato ao Senado alertou que as fronteiras do país, em especial as localizadas na região amazônica, continuam sendo a principal porta de entrada para o fluxo de armas e drogas ilegais que abastecem a criminalidade.
Ao analisar o cenário internacional, Lima enfatizou que o estado do Amazonas atua como corredor logístico para o crime organizado, uma vez que o território local não possui indústrias de armas nem lavouras produtoras de maconha e cocaína.
Diante disso, cobrou uma mobilização imediata e mais severa por parte do governo federal, em Brasília, para o fortalecimento e fiscalização permanente das divisas nacionais, defendendo que o país não deve depender de ações externas para proteger suas próprias linhas territoriais.
Somente no decorrer do ano de 2025, as operações estaduais integradas resultaram no confisco de mais de 46 toneladas de substâncias entorpecentes no estado, balanço que, segundo a gestão, evidencia o esforço do governo do Amazonas no combate ao tráfico transnacional antes que os materiais cheguem a outras regiões brasileiras.

