Com mais concorrência, espera-se que os preços das canetas emagrecedoras diminuam aos poucos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o Ozivy, a primeira versão nacional da semaglutida, desenvolvida pelo laboratório brasileiro EMS. A liberação do produto ocorre após a queda da patente do Ozempic e do Wegovy, medicamentos que pertenciam exclusivamente à Novo Nordisk.
Classificado regulatoriamente como um “medicamento novo”, o Ozivy diferencia-se das canetas importadas por ser um análogo sintético produzido por síntese química, e não um princípio ativo biológico.
O novo medicamento atua imitando o hormônio GLP-1 no organismo, o que estimula a liberação de insulina pelo pâncreas, retarda o esvaziamento do estômago e sinaliza saciedade ao cérebro, reduzindo a fome. Embora sua indicação inicial em bula seja voltada para o tratamento de diabetes tipo 2 em adultos, a expectativa é que ele siga a tendência de prescrição médica para o controle de obesidade e sobrepeso.
Uma diferença crucial em relação ao concorrente importado é que o produto nacional exige refrigeração contínua em geladeira, entre 2 °C e 8 °C, tanto antes quanto após o início do uso.
A quebra do monopólio e o consequente aumento da concorrência no mercado farmacêutico geram a expectativa de que os preços das canetas de semaglutida caiam gradualmente.
Contudo, o valor final do Ozivy nas farmácias ainda depende da definição do teto oficial de preços que será estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). O cenário representa uma grande movimentação no setor, ampliando as opções de tratamento disponíveis no país.
Além do Ozivy, a Anvisa também concedeu outras aprovações recentes na área, como o Wegovy em dose tripla (7,2 mg), focado em perdas de peso maiores para obesidade, e a ampliação da indicação do Mounjaro (tirzepatida), da farmacêutica Lilly, para o controle crônico de peso.

