Valores para o festival superam até viagens internacionais e reacendem criticas.

A Amazon Best publicou um post nas redes sociais divulgando os valores dos voos para o Festival Folclórico de Parintins, nos dias 26, 27 e 28 de junho, e acabou provocando forte reação negativa. Os preços apresentados chamaram atenção por ultrapassarem R$ 6 mil em pacotes de ida e volta saindo de Manaus.
Segundo a divulgação, o trecho com saída no dia 26 de junho e retorno no dia 29 pode custar R$ 6.331,67. O valor elevado rapidamente viralizou e virou alvo de críticas de internautas, principalmente pela curta duração do voo, que gira em torno de 45 minutos.

Comparações com viagens internacionais
A repercussão ganhou força após comparações feitas pelos próprios usuários. Em pesquisas simples, há opções de voos saindo de Manaus para destinos internacionais, como Miami, por valores significativamente menores no mesmo período. Também passagens, no mesmo período, para destinos nacionais muito procurados como Rio de Janeiro são mais baratos.
A diferença de preço reforçou a percepção de que os valores praticados para Parintins estão fora do padrão, mesmo considerando a alta demanda durante o festival.


Reação imediata nas redes
Nos comentários da publicação, usuários reagiram com espanto e ironia. Muitos questionaram como um voo regional poderia custar mais caro que viagens nacionais e internacionais.
Frases como “nunca vi passagem tão cara” e “achei que era para Europa” se repetiram entre os comentários. Outros usuários adotaram tom sarcástico para criticar os valores, ampliando ainda mais a repercussão negativa.


Evento impulsiona demanda
O Festival Folclórico de Parintins é um dos maiores eventos culturais do Brasil e atrai milhares de turistas todos os anos para o interior do Amazonas. A disputa entre os bois Garantido e Caprichoso movimenta a economia local e aumenta significativamente a procura por transporte e hospedagem.
Com a demanda elevada e a logística limitada, os preços costumam subir nesse período. Ainda assim, os valores divulgados desta vez ultrapassaram o que muitos consideram razoável.
Questionamentos sobre concentração
Outro ponto que voltou ao debate é a atuação da Amazon Best no evento. A empresa detém a comercialização oficial de ingressos e também opera pacotes turísticos, o que levanta discussões sobre concentração de mercado.
Entre os sócios da empresa estão pessoas ligadas ao ex-prefeito de Parintins, Bi Garcia, fator que frequentemente gera questionamentos públicos.
Impacto no acesso ao festival
Os preços elevados impactam diretamente o público que deseja participar do evento, especialmente moradores da região Norte. Para muitos, o custo total da viagem — incluindo passagem, hospedagem e alimentação — se torna inviável.
Esse cenário pode limitar o acesso ao festival e reduzir a diversidade do público presente, concentrando a participação em quem tem maior poder aquisitivo.
Diante dos valores, parte dos interessados busca alternativas, como o transporte fluvial, que apesar de mais demorado, costuma ter custo menor.
A polêmica reacende discussões sobre regulação de preços, concorrência e a necessidade de ampliar o acesso a eventos culturais de grande relevância.
Enquanto isso, a repercussão segue nas redes sociais, com críticas diretas aos preços considerados exorbitantes e cobranças por maior transparência na formação dos valores.

