Senador aponta “manobra” do governo após mudanças na comissão que analisa indicação de Jorge Messias

O senador Sergio Moro criticou mudanças na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, afirmando que houve articulação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para influenciar a sabatina de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.
Mudanças na CCJ e perda de vaga
Moro se manifestou após ser substituído na CCJ, o que o impede de participar da votação na sabatina de Messias. A vaga foi assumida pelo senador Renan Filho, aliado do governo federal.
Outra alteração envolveu a saída do senador Cid Gomes, que deu lugar à senadora Ana Paula Lobato, também considerada alinhada ao Planalto. Nos bastidores, a avaliação é de que as mudanças aumentam a margem de apoio ao indicado.
Declarações e críticas
O senador criticou duramente a articulação política. “Só o desespero justifica a manobra imoral do governo para eleger Jorge Messias para o STF. Eu, membro da CCJ, fui surpreendido com a notícia da minha substituição”, afirmou.
Moro também declarou voto contrário à indicação no plenário e disse que a mudança demonstra receio de uma sabatina mais rigorosa. “Isso mostra que eles temem uma sabatina transparente, com perguntas pertinentes”, completou.
Votação e cenário no Senado
Para que a indicação avance ao plenário, são necessários ao menos 14 votos favoráveis na CCJ. Com as alterações, governistas projetam pelo menos 15 votos a favor de Messias.
A sabatina está prevista para esta quarta-feira (29) e representa etapa fundamental no processo de indicação ao STF.
Contexto da indicação
Jorge Messias foi indicado por Lula para uma vaga na Corte e precisa passar por sabatina no Senado antes da votação final.
A movimentação na CCJ ocorre em meio à disputa política em torno da indicação e pode influenciar diretamente o resultado da análise no colegiado.

