Embarcação que transportava contêineres e veículos se partiu ao meio; motorista ficou gravemente ferido;

Uma balsa que integrava um comboio de cargas vindo de Manaus (AM) se partiu ao meio e afundou parcialmente no Rio Amazonas, durante a madrugada desta quinta-feira (16), nas proximidades da comunidade Carariacá, em Santarém, no oeste do Pará.
O acidente ocorreu por volta das 2h e mobilizou equipes da Marinha do Brasil, que foram acionadas para atender a ocorrência e iniciar os procedimentos de investigação.
Segundo informações preliminares, o comboio era conduzido pelo empurrador Dom Baltazar, que seguia rumo ao oeste paraense quando a balsa apresentou problemas estruturais.
A estrutura teria cedido durante a viagem, fazendo com que a embarcação se rompesse antes de afundar parcialmente, deixando parte da carga, incluindo contêineres e veículos,submersa nas águas do rio.
O ponto exato do naufrágio ainda está sendo confirmado, mas a região fica a cerca de duas horas e meia de viagem de Santarém.
Durante o incidente, passageiros e tripulantes viveram momentos de pânico. Uma embarcação que passava pelo local prestou os primeiros socorros e ajudou na retirada das vítimas.
O barco OGP III, que realiza o trajeto entre Oriximiná e Santarém, também foi acionado e chegou por volta das 3h30, reforçando o resgate e o suporte aos envolvidos.
Apesar da gravidade do ocorrido, não houve mortes nem desaparecidos. O caso mais sério foi registrado com um motorista que estava em um dos veículos transportados, que sofreu fraturas nos dois braços ao tentar se deslocar durante a emergência.
Ele foi socorrido pelo Samu e encaminhado para um hospital particular em Santarém. Outros passageiros e tripulantes foram atendidos no terminal hidroviário, sem ferimentos graves.
Em nota, a Marinha do Brasil informou que uma equipe da Capitania Fluvial de Santarém foi enviada ao local ainda nas primeiras horas do dia. Um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação foi instaurado para apurar as causas do acidente.
A investigação irá avaliar possíveis falhas estruturais, excesso de carga e outros fatores que possam ter contribuído para o naufrágio.
A Marinha também reforçou que disponibiliza o telefone 185 para denúncias relacionadas à segurança da navegação e riscos ambientais.(Imagem: Reprodução)

