
O ex-deputado federal Marcelo Ramos criticou o que chamou de “política da lacração” durante entrevista ao analista Bryan Dolzane. Na conversa, ele afirmou que esse tipo de atuação, voltada à repercussão nas redes sociais, não contribui para resolver problemas reais da população.
Durante a entrevista, Ramos citou diretamente o vereador Sargento Salazar ao comentar perfis políticos que, segundo ele, priorizam ações performáticas em vez de debates estruturais.
Segundo o ex-deputado, atitudes como “dar marretada”, se fantasiar de super-herói e utilizar apelidos contra adversários políticos não representam a atuação parlamentar esperada. Ramos afirmou ainda que esse tipo de comportamento não é observado em ambientes legislativos mais complexos.
Críticas também atingem Amom Mandel
Marcelo Ramos também mencionou o deputado federal Amom Mandel ao comentar a diferença entre exposição política e atuação parlamentar. Segundo ele, a visibilidade nas redes sociais não garante desempenho no Congresso Nacional.
Amom Mandel foi eleito deputado federal em 2022 como o mais votado do Amazonas e o mais jovem parlamentar da história do estado, após ganhar notoriedade como vereador em Manaus.
Mesmo com essa trajetória, Ramos afirmou que a dinâmica do Congresso exige articulação política e construção de consensos, fatores que, segundo ele, não são substituídos pela “lacração”.
Para o ex-deputado, políticos com grande exposição digital enfrentam dificuldades quando precisam atuar em ambientes com maior complexidade política e institucional.
Declaração sobre disputa ao Senado
Durante a entrevista, Marcelo Ramos também comentou o cenário eleitoral no Amazonas e afirmou confiar em sua competitividade. Segundo ele, após o senador Eduardo Braga, se considera o único nome capaz de disputar de forma competitiva uma vaga ao Senado.
A declaração foi interpretada como um recado direto a adversários políticos que já articulam candidaturas para 2026. Pesquisas recentes indicam que a disputa ao Senado no Amazonas deverá reunir diversos nomes e um cenário competitivo para as duas vagas em disputa.
Debate político e cenário eleitoral
Marcelo Ramos afirmou ainda que pretende defender uma atuação política baseada em propostas e debate institucional. Para ele, a política precisa focar em soluções estruturais e não apenas em ações de grande repercussão nas redes sociais.
A entrevista ocorre em meio ao início das articulações para as eleições de 2026, quando duas vagas ao Senado estarão em disputa no Amazonas, cenário que tem movimentado lideranças políticas e ampliado o debate entre possíveis candidatos.


