
Um homem vestido com fantasia de palhaço realizou, nesta quinta-feira (9), uma manifestação no saguão do Hospital Santa Júlia, em Manaus, pedindo justiça pela morte do menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos. A criança morreu em 23 de novembro de 2025 após receber doses de adrenalina na veia durante atendimento médico.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o manifestante entra na recepção do hospital utilizando um megafone e distribuindo panfletos. Durante a ação, ele gritava por justiça enquanto percorria a área de atendimento.
Confusão no saguão do hospital
Segundo relatos, o homem chegou a subir no balcão de atendimento e tentou acessar uma área restrita aos funcionários da unidade. A situação gerou tensão no local e exigiu a intervenção da equipe de segurança.
Houve confusão física durante a contenção do manifestante. Após a intervenção, o homem foi retirado do hospital pelos seguranças, encerrando o protesto.
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Família aguarda conclusão das investigações
Recentemente, os pais do menino, Joyce e Bruno, fizeram um apelo às autoridades do Amazonas para que o laudo de necropsia seja entregue pelo Instituto Médico Legal (IML). A família também cobra a conclusão das investigações conduzidas pela Polícia Civil.
Mais de quatro meses após a morte da criança, o caso ainda não foi apreciado pelo Ministério Público e, consequentemente, não chegou à Justiça.
Morte ocorreu após atendimento médico
Benício Xavier morreu na madrugada de 23 de novembro de 2025, após receber adrenalina na veia. A medicação foi administrada pela técnica de enfermagem Raiza Bentes e prescrita pela médica Juliana Brasil.
O menino havia sido levado ao Hospital Santa Júlia pelos pais com sintomas de tosse e inflamação na garganta. Segundo informações, ao longo de aproximadamente 14 horas, sucessivos erros médicos são apontados como possíveis fatores que contribuíram para o óbito, ocorrido após várias paradas cardíacas.
Laudo indireto e dificuldades na perícia
A demora na emissão do laudo conclusivo pelo IML também tem impactado o andamento do caso. Os advogados da família, Paulo Feitoza, Ricardo Albuquerque e Nil Ferreira, afirmaram que o acesso completo às informações só será possível após o envio da denúncia à Justiça.
Segundo o advogado Paulo Feitoza, o laudo necroscópico será uma perícia indireta, baseada na análise de procedimentos médicos, como prontuários, medicações administradas e registros hospitalares.
Ainda de acordo com a defesa, o corpo da criança foi embalsamado antes da análise do Instituto Médico Legal, o que prejudicou a realização da perícia tradicional.

