O homem aparece dentro de um veículo ao lado da vítima e profere declarações violentas

A Polícia Civil do Amazonas está à procura de um policial aposentado, identificado como Divoney Perasa de Souza, de 59 anos, suspeito de ameaçar de morte a ex-companheira na capital amazonense. A divulgação do caso ocorreu após um vídeo com as ameaças ganhar repercussão nas redes sociais.
Nas imagens, o homem aparece dentro de um veículo ao lado da vítima e profere declarações violentas. Durante a gravação, ele afirma que pretende matá-la e faz referência a decapitação, além de ironizar a existência de medida protetiva em vigor.
De acordo com a delegada Patrícia Leão, o episódio começou quando o suspeito teria retirado a mulher à força da residência dela, utilizando violência física. Conforme o relato, ele a puxou pelos cabelos até o carro e, ao longo do trajeto, manteve ameaças sob o uso de uma arma de fogo.
A autoridade policial informou ainda que o homem chegou a seguir a vítima até uma delegacia, onde ela buscava registrar a ocorrência. A data exata do fato não foi informada.
O caso é investigado pela Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM) Centro-Sul, que apura os crimes de ameaça, perseguição e descumprimento de medida protetiva. A Justiça já foi acionada para a prisão do suspeito, considerado foragido.
A Polícia Civil solicita a colaboração da população com informações que possam levar à localização do investigado. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos números (92) 98545-0808, 197, (92) 3667-7575 ou 181.

Divoney Perasa de Souza também já havia sido citado em outra investigação conduzida pela polícia. Em 2025, ele foi apontado como suspeito de participação em um caso de extorsão mediante sequestro ocorrido em dezembro de 2024, na zona norte de Manaus.
Segundo informações do 12º Distrito Integrado de Polícia, a vítima foi abordada por um grupo armado ao sair de um restaurante na avenida Torquato Tapajós. Ela foi obrigada a entrar no próprio veículo, agredida e forçada a realizar transferências bancárias via Pix, que totalizaram mais de R$ 71 mil. A polícia não confirmou se houve prisão relacionada a esse caso.

