
No período de janeiro a março de 2025, quando os índices já eram significativamente menores do que os registrados antes da criação da ROMU, foram contabilizados 133 assaltos ao transporte coletivo — 35 em janeiro, 62 em fevereiro e 36 em março.
No mesmo período de 2026, esse número caiu para 35 ocorrências — 11 em janeiro, 11 em fevereiro e 13 em março. A redução entre os primeiros trimestres de 2025 e 2026 é de aproximadamente 74%.
Esse dado precisa ser lido com o contexto que ele exige. O ponto de partida de 2026 não era 2023 — era 2025, ano em que os índices já haviam caído mais de 54% em relação ao ano anterior.
Reduzir em 74% sobre uma base que já era historicamente baixa é resultado de outra natureza — é evidência de que o modelo operacional da ROMU não apenas produziu impacto inicial, mas continua produzindo resultados crescentes à medida que a especialização se consolida, os protocolos se aprimoram e o efeito dissuasório se instala de forma permanente no sistema de transporte coletivo.
Para alcançar esses números, a ROMU realizou nos três primeiros meses de 2026 um total de 693 abordagens a ônibus — 228 em janeiro, 174 em fevereiro e 291 em março. Cada abordagem representa presença qualificada dentro do coletivo, em movimento, nas linhas e nos terminais com maior histórico de vulnerabilidade.
É essa presença — previsível para a população que se sente protegida e imprevisível para o potencial infrator que não sabe em qual ônibus a ROMU estará — que explica a continuidade da queda mesmo sobre uma base já reduzida.


