
A precariedade no fornecimento de energia elétrica no interior do Amazonas entrou no radar de investigação do Ministério Público do Amazonas (MPAM) após a instauração de um inquérito civil que apura falhas graves no serviço prestado pela concessionária Amazonas Energia no município de Borba. O foco está no Distrito do Axinim, na zona rural, onde moradores enfrentam interrupções constantes, oscilações de energia e uma rede considerada precária. A medida foi formalizada no Diário Oficial do órgão desta segunda-feira, 30.
A apuração busca esclarecer a dimensão das irregularidades e os impactos diretos na vida da população local. Entre os principais problemas relatados estão a perda de alimentos por falta de refrigeração e danos a equipamentos eletrônicos causados por oscilações severas de voltagem. A investigação também considera prejuízos ao funcionamento de serviços públicos essenciais, como unidades de saúde e instituições de ensino no distrito.

Crise energética e impactos à população
A abertura do procedimento ocorre após denúncias recorrentes sobre a instabilidade no fornecimento, apontando uma possível falha na prestação de um serviço público essencial. Esse tipo de serviço, por sua natureza, deve obedecer aos princípios de continuidade, eficiência e segurança, o que está sob análise no caso de Borba. A situação descrita no inquérito evidencia uma rotina de instabilidade que compromete atividades básicas da comunidade.
Além dos danos materiais, o documento destaca o impacto social da crise energética no Axinim, onde a dependência de energia elétrica é fundamental para conservação de alimentos e funcionamento de equipamentos médicos. A investigação também considera a vulnerabilidade dos moradores diante de um serviço que, segundo as denúncias, apresenta falhas recorrentes ao longo do tempo.
Como parte das diligências iniciais, a Amazonas Energia foi notificada a apresentar, no prazo de 15 dias, um relatório técnico detalhado sobre o serviço na região. O documento deverá conter o histórico de interrupções dos últimos seis meses, as justificativas para os problemas registrados e o cronograma de manutenção previsto para a localidade.

