
Uma nova greve nacional dos caminhoneiros está em fase de articulação no Brasil e pode ter início ainda nesta semana. O movimento ganhou força após recentes aumentos no preço do diesel, que vêm pressionando os custos do transporte em todo o país.
Alta do diesel pressiona categoria
De acordo com Wallace Landim, líder da Abrava, a decisão de avançar com a paralisação foi tomada após assembleia realizada na segunda-feira (16). Agora, representantes buscam alinhar uma data unificada entre os estados.
O aumento no preço do combustível tem sido o principal fator de insatisfação. Dados da ANP indicam que o diesel S-10 teve alta superior a 7% no início de março, chegando a uma média de aproximadamente R$ 6,90 por litro.
Reajustes e impacto no frete
Além da alta recente, a Petrobras também promoveu reajuste nas refinarias, elevando o preço em mais de 11%. Mesmo assim, especialistas apontam que o valor ainda pode sofrer novas pressões devido ao cenário internacional.
Na tentativa de amenizar os impactos, a ANTT atualizou a tabela de frete com aumento médio de cerca de 7%. No entanto, para a categoria, o reajuste não resolve o problema, principalmente pela falta de fiscalização do cumprimento dos valores mínimos.
Reivindicações da categoria
Entre as principais demandas dos caminhoneiros estão a revisão mais efetiva dos valores do frete, a criação de mecanismos automáticos de correção dos custos operacionais e a isenção de pedágio para caminhões que circulam sem carga.
Segundo Landim, muitos profissionais estão operando no prejuízo. “O transportador autônomo está pagando para trabalhar”, afirmou.
Estratégia da paralisação
A proposta inicial do movimento é evitar bloqueios de rodovias, priorizando uma paralisação voluntária. A orientação é que caminhoneiros deixem de aceitar cargas como forma de pressionar o mercado e o governo.
Apesar disso, lideranças não descartam uma intensificação do protesto caso não haja avanço nas negociações.
Tentativas de negociação
A Casa Civil chegou a iniciar conversas com representantes da categoria, mas, até o momento, não houve acordo concreto que impeça a mobilização. O cenário aumenta a preocupação com possíveis impactos no abastecimento e na economia, caso a greve se confirme nos próximos dias.

