A vítima foi identificada como Marleide Sales da Silva, de 52 anos,

A Federação Desportiva de Atletismo do Estado do Amazonas (FEDAEAM) divulgou uma nota pública após o atropelamento de uma paratleta ocorrido na manhã deste domingo (8), durante a corrida “Mulheres Largam na Frente”, realizada na avenida João Valério, na zona Centro-Sul de Manaus.

A vítima foi identificada como Marleide Sales da Silva, de 52 anos, paratleta e corredora de rua conhecida no cenário esportivo local. Segundo informações divulgadas, ela participou recentemente da Corrida Internacional de São Silvestre, em São Paulo, onde conquistou o primeiro lugar em sua categoria. A atleta também costuma participar de diversas corridas realizadas na capital amazonense.
O atropelamento ocorreu enquanto Marleide participava da prova. A corrida contava com acompanhamento de agentes do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), responsáveis pela sinalização e organização do trânsito ao longo do percurso.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que dois agentes de trânsito sinalizam a interrupção do tráfego no cruzamento da avenida João Valério com a avenida Maceió. Mesmo diante da orientação de parada, um carro de cor vermelha avançou o cruzamento e acabou atingindo a atleta.
Após o impacto, o motorista tentou deixar o local, mas foi acompanhado por um agente do IMMU que estava em uma motocicleta e acabou sendo interceptado. O condutor foi submetido ao teste de alcoolemia, que apontou 0,54 miligrama de álcool por litro de ar alveolar, índice acima do limite permitido pela legislação. Em seguida, ele foi conduzido para uma delegacia da capital.
Marleide foi socorrida pela ambulância que dava suporte ao evento e levada para o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, onde recebeu atendimento médico. Em relato, a atleta informou que sofreu fratura na clavícula, mas não precisará passar por cirurgia. Ela também relatou dores nas costelas e deverá permanecer em repouso por até 45 dias.

“A ambulância da corrida mesmo me socorreu e levou. Fui muito bem atendida, tive o suporte dos organizadores da corrida, que também foram ao hospital me ajudar. Está fraturada a clavícula, mas não vai precisar de cirurgia. A cabeça está bem, mas estou com muita dor nas costelas e não posso me mexer ou levantar por cerca de 45 dias. Estou bem, estou com vida, e isso é o que importa”, afirmou a atleta.
Na nota divulgada, a Federação Desportiva de Atletismo do Estado do Amazonas (FEDAEAM) informou que o evento foi realizado seguindo os protocolos de segurança exigidos para provas de corrida de rua, com estrutura de apoio, atendimento e orientações previamente estabelecidas ao organizador, conforme as normas para eventos esportivos.
A federação também informou que a atleta recebeu atendimento imediato no local e segue sob acompanhamento médico, acrescentando que a situação está sendo monitorada tanto pela organização da prova quanto pela própria entidade esportiva.


