Morte de aiatolá foi confirmada por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, foi morto nos ataques conjuntos entre forças americanas e israelenses contra o país neste sábado (28). Até o momento, o governo iraniano não confirmou a informação.
Khamenei comandou o Irã por quase quatro décadas. Enquanto permaneceu no poder, não aceitou fazer reformas na república islâmica e reprimiu com força a oposição. No cenário internacional, manteve posição hostil aos Estados Unidos e se negava a aceitar a existência do Estado de Israel.
Ascensão ao poder
Nascido em 1939 em Mashhad, cidade sagrada para os xiitas, Khamenei foi o segundo de oito filhos de uma família pobre e devota. Cresceu sob a monarquia do xá Reza Pahlavi, num momento em que o Irã era aliado dos Estados Unidos e de Israel. Quando o Irã começou a se rebelar contra a monarquia, ele se juntou aos protestos, foi preso e, em 1977, acabou no exílio.
A revolução islâmica do aiatolá Khomeini, em 1979, derrubou o xá e marcou uma mudança radical na política externa do país. O Irã passou a pregar a eliminação do Estado de Israel e a chamar os Estados Unidos de “grande satã”. A ascensão dos clérigos xiitas foi a porta de entrada para Khamenei chegar ao poder.
Em 1981, um ataque a bomba deixou sua mão direita paralisada. Logo depois, aos 42 anos, foi eleito presidente do Irã com 95% dos votos. Durante a guerra contra o Iraque, entre 1980 e 1988, esteve ao lado de Khomeini. Foi nesse período que o Irã começou a financiar e armar extremistas como o Hezbollah, no Líbano, e depois o Hamas, na Faixa de Gaza, a chamada guerra por procuração.

